- Líderes da oposição na Câmara e no Senado manifestaram apoio à manutenção da escala 6×1 e apresentaram propostas para barrar o fim da folga semanal remunerada.
- Na Câmara, o oposicionista Cabo Gilberto Silva sinalizou abrir espaço para 44 horas semanais com folga aos fins de semana, mantendo negociação entre trabalhadores e empregadores.
- A PEC da oposição, assinada por Cabo Gilberto, propõe manter 44 horas semanais com uma folga e permitir mudanças negociadas, contrariando propostas de reduzir a jornada.
- No Senado, a liderança de oposição, comandada por Ciro Nogueira, também criticou a redução da escala e avaliou alternativas sob a mesma linha de defesa de manter a jornada atual com negociação.
- A tramitação de propostas que visam alterar a escala segue em curso, com a PEC 148/2015 pronta para plenário no Senado e a PEC 8/2025, já aprovada na comissão da Câmara, caminhando para comissão especial.
O tema da escala 6×1 voltou a ganhar força no Congresso. Parlamentares da oposição defendem a manutenção de duas folgas semanais, ao mesmo tempo em que atuam para bloquear propostas que visam encerrar o regime. A disputa envolve questões de produtividade, jornada de trabalho e direitos trabalhistas.
Líderes da oposição na Câmara e no Senado apresentaram sua posição de forma pública. Em especial, deputados e senadores ligados a pautas de oposição afirmam que a mudança constitucional não deve avançar sem diálogo com trabalhadores e empregadores. O recado é de resistência a mudanças rápidas.
Na Câmara, o debate é liderado pelo deputado Cabo Gilberto Silva, do PL da Paraíba, lado que se opondo à proposta que aumenta a flexibilização da escala. No início deste ano, ele sinalizou abertura para discutir diferentes modelos, desde que haja equilíbrio entre trabalhadores e empregadores. A oposição já atua em torno de PECs que visam manter a autoridade da jornada atual.
Entre as propostas, está a PEC 40/2025, já assinada por 171 deputados, que preserva a jornada de 44 horas semanais e garante apenas uma folga semanal, deixando mudanças para negociação entre trabalhadores e empregadores. A peça é apresentada como contrapor aos projetos que defendem fim da segunda folga e redução de horas.
A oposição também integra discussões sobre PECs ligadas ao tema. Em especial, PEC 8/2025, que propõe redução para 36 horas em 4×3, tem gerado críticas quanto impactos a desemprego e custos para empresas. Deputados favoráveis indicam riscos de demissões em massa e elevação de preços, ao defender que a transição seja gradual.
No Senado, a liderança da minoria já externalizou posições contrárias à agenda de encerrar 6×1. O ex-ministro Ciro Nogueira reiterou críticas a propostas de redução sem viabilidade prática, enquanto Rogério Marinho defende que mudanças ocorram via negociação setorial e compromissos entre trabalhadores e empresários.
O gabinete do governo federal, por sua vez, vê potencial eleitoral para apoiar o fim da escala, mas mantém cautela. Parlamentares ligados ao Executivo defendem o avanço gradual para uma jornada de até 40 horas, com folgas previstas, e destacam que a mobilização atual no Congresso é influenciada pelo clima eleitoral.
No topo da agenda, o governo indica que pode enviar um projeto para unificar propostas em tramitação. O presidente Lula já sinalizou apoio ao fim da escala 6×1, preparando terreno para uma posição oficial durante a campanha. Fontes próximas à gestão destacam que acordos setoriais devem viabilizar a redução de forma gradual.
O cenário atual mostra um ambiente de negociação entre forças políticas, empresariais e sindicais. A atuação da oposição em ambas as casas tem foco em manter a jornada atual ou alternar para modelos que, segundo eles, preservem direitos sem onerar demasiadamente o setor produtivo. A tramitação de PECs relevantes segue em andamento.
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