- Legisladores democratas acusaram a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, de encobrir arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein durante uma audiência no Comitê Judiciário da Câmara.
- Jamie Raskin, o democrata de maior escalão, criticou a divulgação lenta dos documentos e as edições, dizendo que nomes de abusadores, facilitadores e cúmplices foram ocultados.
- A lei de transparência, aprovada após pressão do Congresso, exigia a publicação de todos os documentos do caso, mantendo sigilo de informações de vítimas; até agora foram tornados públicos apenas três dos seis milhões de documentos.
- Bondi respondeu defendendo a revisão minuciosa, com milhares de horas de trabalho de centenas de advogados para cumprir a lei, e afirmou que, se houver nomes indevidos removidos, serão reavaliados.
- Democratas também acusaram o DOJ de transformar a instituição em instrumento de retaliação contra rivais políticos do presidente, descrevendo o objetivo como político.
Nesta quarta-feira 11, legisladores democratas acusaram a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, de conduzir um encobrimento dos arquivos da investigação sobre Jeffrey Epstein. Eles afirmam que o Departamento de Justiça atua como instrumento de retaliação de Donald Trump.
Durante a audiência no Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes, Bondi defendeu a gestão dos registros sobre Epstein, incluindo depoimentos de vítimas presentes no plenário. A sessão foi tensa e marcada por críticas à divulgação dos documentos.
O grupo democrata destaca que apenas três dos cerca de seis milhões de documentos disponíveis foram tornados públicos até o momento. A lei de transparência exigia publicação completa, com exceções para dados de vítimas.
A defesa de Bondi ressalta que centenas de advogados revisaram milhões de páginas para cumprir a lei, assegurando que informações sensíveis fossem suprimidas apenas quando apropriado. Raskin pediu transparência total das mudanças.
Contexto legal e desdobramentos
A legislação de transparência, aprovada sob pressão republicana, obrigava a divulgação integral dos documentos do caso Epstein, com proteção a dados de vítimas, estimadas em mais de mil pelo FBI. O assunto envolve figuras próximas de Epstein, incluindo políticos e empresários.
Raskin afirmou que, apesar da proteção às vítimas, houve edição para ocultar nomes de abusadores e cúmplices, sugerindo que o objetivo foi poupar pessoas da vergonha. Bondi negou irregularidades e reiterou a revisão rigorosa do material.
Segundo os democratas, as acusações contra rivais políticos do presidente reforçam a percepção de uso político do Departamento de Justiça. A discussão continúa sem uma conclusão anunciada durante a audiência.
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