- Defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que ele cumpra a pena em prisão domiciliar.
- Este é o quarto pedido de prisão domiciliar da defesa; Moraes solicitou perícia de uma junta médica da Polícia Federal para avaliar o caso.
- Laudo da Polícia Federal aponta que Bolsonaro tem condições de ficar na Papudinha, mas pede melhorias no regime e avaliou sete doenças.
- As doenças listadas são: hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono grave, obesidade, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.
- Peritos apontam sinais neurológicos que podem aumentar o risco de quedas; familiares e apoiadores têm pressionado pela prisão domiciliar, com Bolsonaro atualmente em cela de 64 metros quadrados na Papudinha.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ex-presidente cumpra pena em prisão domiciliar. O pedido chega após avaliação médica e novas condições de encarceramento.
Este é o quarto requerimento de prisão domiciliar apresentado pela defesa. Moraes já havia negado a solicitação no início de 2026 e demandou avaliação de uma junta médica da Polícia Federal para analisar o caso.
A PF encaminhou ao STF um laudo que afirma haver condições para Bolsonaro ficar na Papudinha, desde que haja melhorias. Moraes deu cinco dias para que o Ministério Público e os advogados se manifestem sobre o documento.
Laudo da PF aponta doenças e risco
Os peritos identificaram sete condições de saúde, entre elas hipertensão, SAOS grave e obesidade clínica. Também constam aterosclerose, refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.
Exames excluíram pneumonia bacteriana, anemia por deficiência de ferro e sarcopenia, citadas pela defesa. Ainda segundo o laudo, há sinais neurológicos que elevam risco de quedas futuras.
Rotina de saúde na Papudinha
Relatórios da PM do DF mostram que Bolsonaro realiza três check-ups diários com médicos da Secretaria de Saúde, faz caminhadas e fisioterapia. A PF não registrou episódios graves recentes de saúde. A defesa sustenta que o regime domiciliar é adequado para o quadro atual.
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