- Planalto avalia como gesto positivo a decisão de Hugo Motta de avançar com a discussão sobre o fim da escala 6×1 na Câmara, ao encaminhar a PEC para a CCJ nesta segunda-feira.
- Governo pretende manter o envio de um projeto de lei ao Congresso sobre o tema, mantendo a possibilidade de atuar com texto próprio.
- Gleisi Hoffmann disse ao g1 que o anúncio de Motta confirma a intenção de seguir com a agenda, mas o governo continua aberto a apresentar uma proposta própria.
- Em ano eleitoral, o fim da jornada 6×1 virou prioridade do governo, potencialmente ocupando um papel central na campanha de Lula; o ministro Guilherme Boulos quer votação ainda neste ano, preferencialmente no primeiro semestre.
- Boulos informou que há reunião marcada com Motta para quinta-feira (12) discutir caminhos de tramitação; a PEC de Erika Hilton e o texto de Reginaldo Lopes tramitam em conjunto para análise.
O Planalto avaliou como gesto positivo a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, de avançar com as discussões sobre o fim da escala 6×1. Motta encaminhou uma PEC à CCJ nesta segunda-feira. O governo pretende manter, como plano A, o envio de um projeto de lei sobre o tema ao Congresso.
Ao falar ao G1, Gleisi Hoffmann afirmou que o anúncio de Motta confirma a intenção de levar adiante a agenda na Câmara, mas que o governo continua pensando em apresentar um projeto próprio.
A pauta ganhou relevância em ano eleitoral, com a redução da jornada de trabalho surgindo entre os temas prioritários do governo Lula para 2026. O ministro Guilherme Boulos pediu rapidez, defendendo votação ainda neste semestre.
Boulos afirmou que haverá reunião na quinta-feira com Motta para discutir caminhos de tramitação, na tentativa de acelerar o tema diante do atual cenário político.
Proposta em tramitação
A Câmara já uniu uma proposta da deputada Erika Hilton que visa o fim da escala 6×1 a um texto do deputado Reginaldo Lopes, para análise conjunta. Todos os setores seriam ouvidos, com equilíbrio e responsabilidade, segundo o parlamentar.
A PEC em tramitação pretende alterações na Constituição, com a jornada de trabalho normal fixada em até 8 horas diárias, 36 horas semanais e 4 dias por semana. As mudanças entrariam em vigor 360 dias após a promulgação.
Entre na conversa da comunidade