- Michael Reiter, ex-chefe de polícia de Palm Beach, afirmou que Donald Trump ligou em julho de 2006 e disse: “graças a Deus você está prendendo ele, todo mundo sabe o que ele tem feito”.
- A declaração de Reiter aparece nos arquivos de Epstein liberados pelo Departamento de Justiça, contrastando com as falas públicas recentes do presidente.
- Reiter reconheceu à Miami Herald, em segunda-feira, ser a pessoa cujo nome estava redigido no documento e relatou o trecho durante uma entrevista à FBI em outubro de 2019.
- Na época, autoridades federais em Florida investigavam várias vítimas menores de Epstein; em 2008 Epstein fechou acordo de delação com pena reduzida.
- Trump já disse ter expulsado Epstein do Mar-a-Lago por supostamente ter “roubado” funcionárias; ele, porém, já afirmou não saber sobre os abusos envolvendo meninas adolescentes.
Michael Reiter, ex-chefe de polícia de Palm Beach, afirma que Donald Trump disse, em 2006, que “todo mundo sabe o que Epstein faz” e que ele estaria impedindo o caso. A declaração consta no conjunto de arquivos de Epstein divulgado pelo Departamento de Justiça (DOJ). A narrativa contrasta com as falas públicas de Trump após a prisão de Epstein, em 2019, quando o presidente afirmou não saber nada sobre os abusos cometidos pelo ex-financista.
Reiter, que se aposentou em 2009, confirmou à Miami Herald ser a pessoa identificada de forma omissa no documento divulgado pelo DOJ. O relato foi feito durante uma entrevista à FBI em outubro de 2019 e detalha uma ligação de Trump ocorrida em julho de 2006. A época marcava o aprofundamento das acusações contra Epstein.
Segundo o ex-chefe, a conversa tratou de Epstein e envolveu a expressão de que a população local já sabia do que ocorria com o abusador. As autoridades federais investigavam então várias denúncias de vítimas menores no condado de Palm Beach entre 2005 e 2006.
A apuração sobre Epstein culminou, em 2008, em um acordo de plea bargain que permitiu ao empresário elidir acusações federais se admitisse crimes em nível estadual. Posteriormente, após a prisão de Ghislaine Maxwell em 2020, Trump foi questionado sobre o papel da sócia de Epstein, recebendo respostas que divergem do relato de Reiter.
Trump já mencionou, ao longo do tempo, divergências públicas com o caso. Em relação aos arquivos não divulgados, o DOJ e o FBI não forneceram comentário imediato. A leitura dos documentos permanece sob análise das autoridades e da imprensa.
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