- Brasil alcançou 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção e está na 107ª posição entre 185 países.
- É o segundo pior registro da série histórica, ficando atrás de 2024, quando houve 34 pontos; a posição não mudou, dentro da margem de erro.
- O relatório, publicado em 10 de setembro, aponta o Sri Lanka dividindo a 107ª posição com o Brasil; Dinamarca lidera, e Somália e Sudão do Sul aparecem com nove pontos.
- A média global e da América são de 42 pontos; o Brasil permanece abaixo dessa média desde 2015; o recorde positivo ocorreu em 2012 e 2014, com 43 pontos.
- A Transparência Internacional cita dois escândalos de 2025 ligados a corrupção: descontos associativos no INSS e suspeitas sobre cédulas de crédito fraudulentas do Banco Master.
Brasil ficou com 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), alcançando a 107ª posição entre 185 países. É o segundo pior resultado da série histórica, superado apenas por 2024, quando houve 34 pontos. O relatório foi publicado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional.
A 107ª posição é compartilhada com o Sri Lanka. A liderança é da Dinamarca, com 89 pontos, enquanto Somália e Sudão do Sul aparecem com 9 pontos. A média global e da América são de 42 pontos; o Brasil fica abaixo de ambos há anos.
A nota brasileira permanece abaixo da média global desde 2015. Nos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, a pontuação ficou em 38. O maior registro foi 43 pontos, atingido em 2012 e 2014.
No relatório, a Transparência Internacional cita dois escândalos que marcaram 2025: fraudes em descontos associativos no INSS e suspeitas de emissão de cédulas de crédito fraudulentas pelo Banco Master.
Para chegar ao IPC, o estudo utiliza 13 fontes independentes. A percepção avalia suborno, desvio de dinheiro público e uso do cargo para ganhos pessoais, segundo a organização.
A metodologia exige que as fontes demonstrem qualidade e clareza metodológica, com divulgação de como as dados são coletados. Entre as fontes estão o Banco Africano de Desenvolvimento, The Economist, Banco Mundial, Fórum Econômico Mundial, universidades e consultorias.
A nota baixa também está associada a ataques a jornalistas que denunciam corrupção. Segundo o IPC, mais de 90% dos assassinatos ocorrem em países com menos de 50 pontos, grupo que inclui Brasil, Índia, México, Paquistão e Iraque.
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