- Edinho Silva, presidente do PT, afirmou em evento em São Paulo que Geraldo Alckmin será candidato àquilo que quiser nas eleições deste ano.
- Disse ainda que há muito tempo para definir os papéis de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, no pleito.
- O dirigente destacou que Haddad é uma das principais lideranças, mas tudo deve ser feito com diálogo; ninguém é candidato contra a vontade.
- O PT pretende atrair o MDB para o palanque de Lula, porém divergências regionais no MDB podem inviabilizar a aliança.
- Edinho defendeu uma ampla frente de alianças e não descartou acordos com siglas de centro-direita, desde que defendam a democracia.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira 9 que o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, será candidato àquilo que quiser nas eleições deste ano. A declaração ocorreu durante evento do LIDE em São Paulo e acompanha especulações sobre a saída dele da chapa liderada por Lula para acomodar outra sigla.
Edinho acrescentou que Alckmin é bem visto dentro do PT e que não há pressa na definição dos papéis de Haddad, atual ministro da Fazenda, e do vice. Segundo ele, Haddad continua entre as principais lideranças do país e já disputou eleições em São Paulo, mas tudo deve ser definido com diálogo.
O dirigente sinalizou a intenção do PT de ampliar alianças, incluindo o MDB, embora reconheça resistência regional na sigla. Baleia Rossi, deputado por São Paulo, lidera o MDB com visões diferentes que podem dificultar a composição.
Possíveis alianças e cenários
O PT avalia buscar apoio de partidos de centro a centro-direita, desde que haja defesa da democracia e de um programa sólido para as futuras gerações. A estratégia busca ampliar base de Lula sem abrir mão de princípios democráticos.
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