- A partir de 6 de fevereiro, o DMV da Flórida passou a realizar exames de habilitação apenas em inglês, para licenças de motorista não comerciais e comerciais; serviços de tradução e exames impressos em idiomas diferentes foram removidos.
- Antes, os exames para licenças não comerciais eram oferecidos em várias línguas, incluindo espanhol, crioulo haitiano e português, e os exames comerciais em inglês e espanhol.
- Críticos afirmam que a mudança impacta desproporcionalmente imigrantes e pessoas com proficiência limitada em inglês, dificultando acesso a serviços públicos essenciais.
- ACLU da Flórida e a Florida Immigrant Coalition criticaram a medida, dizendo que cria uma barreira para cidadãos que não falam inglês e pode agravar desigualdades.
- O contexto estadual inclui limitações de transporte público, que já dificultam a mobilidade de moradores que dependem de serviços públicos para vias como trabalho, escola e saúde.
As de fevereiro, a Flórida passou a exigir que todos os exames de carteira de motorista sejam realizados apenas em inglês. A mudança afeta testes de conhecimento e habilidades, para licenciamentos não comerciais, antes oferecidos em várias línguas.
Segundo o DMV da Flórida, serviços de tradução não serão mais permitidos nem materiais impressos em idiomas diferentes do inglês. A medida elimina opções como espanhol, criol haitiano e português.
A decisão ocorre sem oferecer alternativa para falantes não proficientes em inglês, conforme entidades de defesa de imigrantes. Pesquisas locais indicam que cerca de 30% das famílias fluem com algum idioma que não o inglês.
Reações e impactos
Críticos afirmam que a norma cria barreiras para comunidades imigrantes e residentes com inglês limitado, dificultando acesso a serviços públicos, trabalho, escola e saúde. Segundo o ACLU da Flórida, a licença é essencial para atividades cotidianas.
Adriana Rivera, da Coalizão de Imigrantes da Flórida, disse que a mudança dificulta cidadãos dos EUA que nasceram em territórios de língua espanhola, como Porto Rico, onde o espanhol predomina. Afirmou que a medida não atende a todos os residentes.
A advogada Keisha Mulfort, da ACLU, pediu avaliação de equidade, destacando que serviços públicos ficariam mais difíceis para muitos moradores. Ela vê a medida como criação de um sistema de duas camadas na sociedade.
Contexto e comparação
O estado aponta que a segurança não será comprometida e que exames mantêm o padrão de qualidade. A falta de transporte público adequado na região complica a mobilidade de quem depende do veículo para trabalho, escola e saúde.
Outros estados já limitam ou restringem o uso de línguas diferentes no processo de habilitação. Em alguns, apenas partes do exame são oferecidas em idiomas adicionais, com serviços de tradução reduzidos.
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