- O pedido para criar uma CPI para investigar o Banco Master enfrenta obstáculos no Congresso, dependendo da vontade dos presidentes do Senado e da Câmara.
- Foram protocolados requerimentos para três CPIs: uma mista (deputados e senadores), uma ligada ao Senado e outra à Câmara, mas há resistência interna e fila na pauta.
- Na Câmara, já existem ao menos quinze requerimentos à frente; o presidente Hugo Motta afirma que CPIs são tratadas por ordem de chegada.
- A tendência é seguir com uma CPMI (comissão parlamentar mista) sob Davi Alcolumbre, mas há ceticismo sobre a instalação antes do Carnaval.
- Enquanto não há CPI instalada, a CAE do Senado criou uma subcomissão para acompanhar as investigações do banco; o caso envolve também o BRB e outras instituições financeiras.
O pedido para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master ainda não avançou no Congresso. A tensão envolve suspeitas de fraudes na venda de crédito consignado a aposentados e pensionistas, com as assinaturas já reunidas, mas dependentes de decisões dos chefes do Senado e da Câmara.
Parlamentares afirmam que a instalação enfrenta resistência interna. A Câmara tem ao menos 15 requerimentos na frente, e o presidente Hugo Motta disse que as propostas entrarão na fila, conforme a ordem cronológica de protocolo.
O caso também envolve a possibilidade de uma CPMI, com apoio de deputados e senadores, porém sem garantias de abertura. A leitura do pedido por Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, ainda não ocorreu.
Comissões em andamento
Enquanto a instalação da CPI não ocorre, a CAE do Senado criou uma subcomissão para acompanhar investigações sobre o Banco Master. O objetivo é atuar de forma complementar às CPIs, não substituí-las.
Renan Calheiros, presidente da CAE, ressaltou que a subcomissão pode solicitar informações sigilosas, mas não tem poder para obrigar quebras de sigilo. A colaboração é vista como avanço em etapas paralelas do tema.
Caso Master
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central no fim de 2024. O dono, Daniel Vorcaro, já havia sido alvo de operação da Polícia Federal. A instituição apresentava alto custo de captação e riscos em investimentos, com juros acima do mercado.
A investigação envolve ainda vínculos com o BRB e outras instituições como Rioprevidência, ampliando o alcance das apurações e o escrutínio sobre o setor financeiro envolvido.
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