- A Frente Parlamentar Evangélica divulgou nota de repúdio contra o historiador Eduardo Bueno, o Peninha, por discurso considerado ofensivo e discriminatório.
- O documento afirma que as declarações colocam em dúvida o direito de evangélicos votarem e atingem milhões de brasileiros com base na religião.
- A nota cita trechos atribuídos a Bueno de que evangélicos “não deveriam votar” e que votam uma “escumalha perigosa e violenta”, defendendo que sua atuação limite‑se ao ambiente religioso.
- A Frente Parlamentar Evangélica diz que direitos constitucionais, como igualdade, liberdade religiosa, pensamento e sufrágio universal, devem ser respeitados e que convicções religiosas não podem excluir cidadãos da política.
- Repercussão: a UNIGREJAS também emitiu nota repudiando as declarações; o Senado afastou Bueno em 2025 de seu Conselho Editorial por outras falas polêmicas.
A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) divulgou nesta quarta-feira (4) uma nota de repúdio contra o historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. O documento classifica as falas atribuídas a ele como ofensivas e discriminatórias, ao questionarem a participação de eleitores evangélicos nas eleições.
Segundo a FPE, as declarações atingem milhões de brasileiros com base na crença religiosa e violam o direito ao voto, garantido pela Constituição. A nota ainda sustenta que nenhuma convicção de fé pode justificar exclusão de cidadãos da vida política.
A bancada ressalta princípios constitucionais de igualdade, liberdade religiosa, liberdade de pensamento e sufrágio universal. O texto afirma que o voto não pode ser obstaculizado pela fé de qualquer grupo, nem pela retórica que delega funções aos fiéis.
O documento cita trechos atribuídos a Bueno, nos quais ele teria afirmado que evangélicos não deveriam votar e que elegem pessoas consideradas perigosas, sugerindo que a atuação política deve ficar restrita ao ambiente religioso. A FPE aponta um tom de ataque ao exercício democrático.
Em resposta, a Frente Parlamentar Evangélica defende a legitimidade democrática dos parlamentares eleitos com apoio desse segmento da população, cujos mandatos decorrem do voto popular. O grupo reafirma o compromisso com pluralidade, respeito mútuo e participação política universal.
Repercussão institucional
A nota da FPE chega após posicionamento similar da UNIGREJAS, que também repudiou as declarações de Eduardo Bueno. A entidade classificou o discurso como discriminatório e uma afronta ao voto universal previsto na Constituição.
A UNIGREJAS lembra que o episódio não é isolado e cita que, em 2025, o Senado afastou Bueno do Conselho Editorial devido a outras declarações polêmicas. A entidade ainda ressalta a proteção legal brasileira e os tratados de direitos humanos que coíbem discriminação religiosa.
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