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Tebet aumenta pressão sobre Haddad para candidatura em São Paulo

Tebet pressiona Haddad a disputar o governo de São Paulo; ministro deixa a Fazenda sem definição sobre o papel na eleição de outubro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Foto: Diogo Zacarias/MF
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  • A ministra Simone Tebet reforçou a pressão para que Fernando Haddad dispute o governo de São Paulo, sendo o favorito de Lula para enfrentar Tarcísio de Freitas.
  • Tebet afirmou que “não tem como o ministro Haddad fugir dessa missão” e que o quadro não fecha sem ele.
  • Tebet pode concorrer ao Senado por São Paulo, o que exigiria troca de partido, já que o MDB apoia a reeleição de Tarcísio; há ainda convite para filiação ao PSB.
  • Outros dois ministros já cobraram publicamente candidatura de Haddad: Gleisi Hoffmann e Camilo Santana, que defendem que o colega assuma a decisão.
  • Haddad deve deixar a Fazenda ainda neste mês para se dedicar à campanha, mas ainda não há data definida para a sua saída ou para decidir qual cargo disputará.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), reforçou nesta quarta-feira 4 a pressão para que Fernando Haddad (PT) dispute a eleição de outubro em São Paulo. Ele é visto como favorito de Lula para enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos). A fala ocorreu após um evento no Planalto sobre combate ao feminicídio.

Tebet aponta que o quadro não fecha sem Haddad e reforça a ideia de que o ministro precisa encarar a missão. Ela enfatiza que o momento exige decisão clara para a disputa estadual. Haddad ainda não indicou se disputará o governo paulista.

A defesa de Haddad para o pleito paulista também é apoiada por Geraldo Alckmin (PSB), apontado como eventual compasso para o conjunto lulista, embora resistências internas existam. A oposição interna ao tema também tem sido discutida por aliados próximos.

Antes de Tebet, outros ministros já cobraram publicamente a candidatura de Haddad. Gleisi Hoffmann (PT) pediu que todos contribuam, inclusive o ministro da Fazenda. Camilo Santana (PT) afirmou que a decisão não pode ser tomada de forma individual.

Haddad deve deixar a Fazenda ainda neste mês para se dedicar à campanha, mas não há definição sobre qual cargo disputará nem data para a saída formal do governo. A avaliação interna é de que a decisão impacta a composição de alianças no estado.

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