- A CPMI do INSS adiou novamente o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o dia 26 de fevereiro, após ter sido remarcado para depois do Carnaval.
- A decisão ocorreu na noite de 3 de fevereiro, após o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, divulgar o novo adiamento.
- O INSS identificou indícios de fraudes e irregularidades em 250 mil empréstimos consignados ligados ao Master e pediu explicações sobre como os contratos foram adquiridos e descontados sem comprovação.
- A CPMI questionará Vorcaro sobre medidas para devolução de valores aos clientes prejudicados e sobre a existência jurídica e validade do consentimento em mais de 250 mil contratos.
- O Banco Master figura entre as instituições com mais reclamações na Senacon entre 2019 e 2025, somando 5.665 registros; o INSS já bloqueou repasses ao Master desde 26 de novembro de 2025, totalizando cerca de 2 bilhões de reais.
A CPMI do INSS adiou novamente o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, marcado anteriormente para o período pós‑Carnaval. A nova data, 26 de fevereiro, foi anunciada pela comissão ainda na noite de terça (3). O objetivo é esclarecer contratos de empréstimos consignados sob suspeita de irregularidades.
Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, a mudança ocorreu após reunião com o ministro Dias Toffoli, no STF, que teria concordado com a oitiva de Vorcaro. A prioridade é entender como o Master adquiriu os contratos e os avanços de descontos sem comprovação adequada.
A sessão abordará, ainda, medidas para devolver valores aos clientes prejudicados. A Procuradoria e o INSS já bloquearam parte dos ativos do banco enquanto investiga a legalidade dos contratos para consignados, com foco em 250 mil operações.
O INSS registra indícios de fraude em milhares de empréstimos consignados. A pasta notificou que 250 mil contratos do Master estão sob lokalização de irregularidades devido à ausência de documentação comprobatória. O órgão sustenta a necessidade de comprovação de consentimento.
Dados da Senacon apontam histórico de reclamações contra o Master. Entre 2019 e 2025, a instituição aparece em 21º lugar no ranking, com 5.665 ocorrências, sendo que 2025 foi o pior ano, com 2.472 queixas.
A instituição enfrentou medidas de bloqueio de recursos. Em novembro de 2025, o INSS suspendeu repasses ao Master e o Ministério Público recomendou reservar valores para eventual restituição aos clientes. A defesa do banco afirma conformidade com normas vigentes.
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