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STM vai avaliar perda de cargos e patentes de Bolsonaro e réus militares

STM analisa pedidos de indignidade para o oficialato contra Bolsonaro e demais réus; medida não revisa penas e pode levar à perda de postos e patentes

Infográfico - Vejas as penas dos condenados do núcleo crucial da trama golpista. — Foto: Arte/g1
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  • O Superior Tribunal Militar vai analisar pedidos de declaração de indignidade para o oficialato contra Bolsonaro e outros réus condenados na trama golpista, após o Ministério Público Militar apresentar a representação.
  • O objetivo é verificar se a condenação definitiva torna a permanência na carreira militar incompatível, sem reavaliar as penas.
  • Os condenados já cumprem as penas: Jair Bolsonaro, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Braga Netto e Almir Garnier.
  • O procedimento segue etapas: designação de relator por sorteio, prazo para defesa escrita, inclusão em pauta e julgamento pelo plenário do STM, com quinze ministros.
  • Ao fim da decisão definitiva, o comandante da força a que o militar pertence é informado para tomar providências, que podem afetar remuneração; há possibilidade de revisão se houver absolvição criminal posterior.

O Superior Tribunal Militar (STM) terá início de análise sobre pedidos de perda de postos e patentes de Jair Bolsonaro e de militares condenados na trama golpista. O Ministério Público Militar deve apresentar a Representação para Declaração de Indignidade com o Oficialato diante de condenação definitiva superior a dois anos. O objetivo é verificar se isso inviabiliza a permanência na carreira.

Os processos não revisam as penas, mas avaliam a compatibilidade da condenação com a vida militar. A decisão pode resultar na perda de postos, patentes e vencimentos, conforme determina a Constituição. O STM não reavalia o veredito do STF, apenas analisa questões administrativas e disciplinares.

Procedimento em tramitação

OMP entrega a representação ao STM ainda nesta semana. O tribunal designa um relator por sorteio e escolhe um revisor, com alternância entre civis e militares. Militares têm 10 dias para apresentar defesa escrita; caso não haja resposta, é nomeado defensor público.

O julgamento no STM ocorre com plenário de 15 ministros — 10 militares e 5 civis. A sessão exige quórum de dois terços. Na prática, o relator expõe o caso, o revisor é ouvido e as partes apresentam argumentos. Em caso de empate, vence a decisão mais favorável ao réu.

Quem está envolvido

Entre os condenados pelo STF estão Jair Bolsonaro, capitão da reserva do Exército; Augusto Heleno, general do Exército; Paulo Sérgio Nogueira, general; Braga Netto, general; e Almir Garnier, almirante da Marinha. Eles já cumprem as penas determinadas pela corte.

Situação jurídica e próximos passos

Ao fim do processo, o STM pode comunicar o comandante da força correspondente para adoção de providências, como suspensão ou perda de remuneração. A possibilidade de eventual revisão pelo STM surge apenas se houver nova decisão penal favorável após a condenação.

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