- Keir Starmer disse que Peter Mandelson deveria resignar do Parlamento (House of Lords) e pediu que a casa modernize seus procedimentos disciplinares para facilitar a remoção de pares que prejudiquem a instituição.
- O governo afirma que Mandelson será investigado pela secretária de gabinete sobre suas ações como ministro de negócios, após surgirem e-mails envolvendo Jeffrey Epstein.
- Downing Street informou que, se chamado, Mandelson deve testemunhar à investigação do Congresso dos EUA sobre Epstein; novos documentos foram divulgados no fim de semana.
- Mandelson foi demitido como embaixador britânico em Washington no ano passado e anunciou a saída do Partido Trabalhista para evitar constrangimentos; o partido afirma que a disciplina já estava em curso.
- E-mails de 2009 mostram Mandelson pressionando para mudanças na política de bônus de banqueiros e encaminhando documento confidencial a Epstein; ele afirma não se recordar desses pedidos.
Keir Starmer pediu que Peter Mandelson deixe a Câmara dos Lordes e que o Parlamento aperfeiçoe seus mecanismos disciplinares para retirar o título de peer. A afirmação foi feita após o ex-ministro ser alvo de investigações sobre sua atuação quando esteve no governo.
O premiê pediu urgência na análise. Segundo o porta-voz, Mandelson não deveria manter a vaga nem o título, e a Casa deve avançar com mudanças para facilitar a remoção de Lords que desonram o corpo legislativo.
A pasta de Gabinete Endereços de Downing Street informou que o secretário de gabinete, Chris Wormald, revisará as informações sobre os contatos de Mandelson com Epstein e repassará os dados ao premiê.
Investigações em curso e histórico no governo
Mandelson foi exonerado como embaixador britânico em Washington após surgirem novos detalhes sobre sua relação com Epstein, condenado por crimes sexuais. Ele também deixou o Labour, alegando evitar constrangimento ao partido.
Documentos divulgados indicaram mensagens de Mandelson em 2009, quando atuava como secretário de negócios, discutindo mudanças políticas com Epstein. Em paralelo, houve a utilização de um briefing confidencial encaminhado a Epstein.
O governo informou que a legislação vigente para retirada de um peer não é usada desde a Primeira Guerra Mundial e pode ser complexa para o caso atual. Há expectativa de que Mandelson tome posição de forma voluntária.
Reações e próximos passos
A premiê destacou que, mesmo sem poder de destituição direta, o Parlamento deve atualizar as regras disciplinares para permitir remoção de membros que desonram a Casa. A imprensa descreve uma pressão interna para ações rápidas.
Mandelson também foi ligado à divulgação de documentos relativos a políticas de bônus de banqueiros, em 2009, com mensagens trocadas entre Epstein e assessores. O ex-ministro, contudo, afirma não se recordar de determinadas solicitações.
O partido Labour comunicou que a disciplina interna contra Mandelson já estava em curso antes de sua demissão pública. Continuará acompanhando os desdobramentos e as investigações em curso.
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