- A vice-presidente Sara Duterte enfrentou novas acusações de impeachment na segunda-feira, após ter sobrevivido a tentativas anteriores no ano passado.
- Sérgio Duterte é amplamente visto como favorita para a eleição presidencial de dois mil e vinte e oito.
- O advogado da vice, Michael Poa, disse que as novas acusações não surpreendem e que ela está preparada para enfrentar os questionamentos pelos vias constitucionais adequadas.
- As duas novas queixas, apresentadas por organizações da sociedade civil, citam suposto uso indevido de recursos públicos, suborno em contratos e ameaça de assassinato ao então presidente e outros membros, além de suposta obstrução de inquéritos.
- Diferentemente do ano passado, as acusações precisam superar procedimentos adicionais determinados pela Suprema Corte, em meio a um cenário político tenso com aliados de Duterte disputando espaço no Senado.
MANILA, 2 fev — Em Manila, a vice-presidente Sara Duterte enfrentou novas denúncias de impeachment nesta segunda-feira, após ter conseguido sobreviver a tentativas anteriores. Organizações de direitos apontam suposta traição, corrupção e outros crimes, segundo a apuração.
Duterte, filha do ex-presidente Rodrigo Duterte, é vista como candidata favorita para a eleição de 2028. A possibilidade de impeachment já tinha sido veiculada no ano passado, mas foi derrubada pelo Supremo.
Um advogado de Duterte afirmou que as novas acusações chegam sem surpresa e que a defesa enfrentará o processo pelos mecanismos constitucionais. A declaração foi feita após a apresentação das contas contra a vice.
Contexto político
A ação ocorre em meio a uma batalha acirrada entre Duterte e o então aliado presidente Ferdinand Marcos Jr., que não pode concorrer novamente. Marcos pode apoiar um sucessor para impedir a permanência de Duterte no cargo.
Organizações da sociedade civil apresentaram as queixas na manhã de segunda, sustentando uso indevido de recursos públicos, propinas em contratos governamentais e ameaças a figuras próximas ao governo. Os protestos também citam supostas tentativas de obstrução de inquéritos.
A Casa Civil do presidente justificou que compete ao Congresso decidir sobre o tema e afirmou que o governo defende o estado de direito e o devido processo. As investigações ainda seguem trâmite constitucional.
Segundo a imprensa, as mudanças no Supremo Tribunal, anunciadas no ano passado, tornam o processo mais complexo, com o Senado, onde aliados de Duterte ganharam espaço, atuando como jurados.
A próxima etapa envolve a avaliação formal das denúncias pelo Congresso, com a expectativa de novas audiências e possíveis desdobramentos judiciais. A apuração é feita por equipes de reportagem internacionais, com confirmação por fontes oficiais.
Fonte: Reuters.
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