- O PT quer Haddad, ministro da Fazenda, como candidato ao governo de São Paulo, mesmo ele sinalizando que deve deixar o cargo em fevereiro e que prefere coordenar a reeleição de Lula.
- Caso Haddad não aceite, o PSB avalia Márcio França para governador e também menciona Geraldo Alckmin, embora haja preferência por manter Alckmin como vice na chapa de Lula.
- A ministra Simone Tebet é aposta do PSB, com convite para se filiar ao partido; para disputar o governo de São Paulo, precisaria mudar o domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul e deixar o MDB.
- Nos bastidores, Tebet também é vista como opção para o Senado; dirigentes do PSB avaliam que ela pode ter perfil de centro e enfrentar menos resistência no interior.
- Lula terá papel decisivo na definição, com conversas sobre candidaturas em viagem ao exterior; França ressalta que Tebet seria bem-vinda, mas que a decisão final depende do presidente.
O PT trabalha para convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo de São Paulo. Mesmo com Haddad sinalizando saída do governo em fevereiro, o partido vê espaço para elevá-lo como opção de novo governo no estado, o que pode redefinir alianças.
Aliados dizem que Haddad é visto como o principal nome do PT em São Paulo. Há expectativa de que o presidente Lula consiga influenciar a decisão, já que a candidatura dele é considerada decisiva para a configuração local. Haddad tem dito a interlocutores que prefere coordenar a reeleição de Lula.
Caso Haddad não entre na disputa, o PSB avalia ocupar o espaço. O partido trabalha com a possibilidade de lançar Márcio França ao governo paulista, com menções a Geraldo Alckmin como opção viável para vice. Tebet é apontada como outra possibilidade relevante.
Cenário dentro do PSB
A ministra Simone Tebet é cotada pela legenda para disputar o governo de SP ou o Senado. O partido avalia a viabilidade de transferência de domicílio eleitoral de Tebet, hoje no Mato Grosso do Sul, para concorrer no estado. A eventual entrada de Tebet no PSB também depende de ajustes com o MDB, que comanda a aliança atual.
Dirigentes do PSB veem Tebet como potencial nome de centro, capaz de enfrentar parte do eleitorado interiorano, onde o antipetismo costuma influenciar o pleito. Internamente, porém, há considerações sobre a compatibilidade com a chapa estadual já definida.
Próximos passos
França afirmou ao portal que Tebet seria bem-vinda ao PSB e reforçou o desejo de enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão final sobre a candidatura envolve o presidente Lula e pode depender de conversas com Haddad e outros ministros.
Se Haddad disputar, Tebet e França podem passar a ser opções para o Senado, embora a vaga seja disputada por PT e outras siglas. Entre as possibilidades também aparece Marina Silva, da Rede, como alternativa a uma das vagas.
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