- Bhumjaithai, liderada pelo atual primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, formou o governo em setembro e atua com base em indícios de apoio de tecnocratas e de desfiliações de outros partidos; políticas-chave incluem o programa de copagamento, plano “10-Plus” para estimular crescimento acima de 3%, muro de fronteira para conter atividades ilícitas, postos de soldado voluntário com salário mensal e criação de 100 mil empregos, além de facilitação para negócios locais e iniciativas de economia verde.
- Pheu Thai, partido histórico dominante há décadas, conhece críticas de aliados ao sistema monárquico; políticas incluem prêmio de milhão de baht (milionário-maker), complemento de renda para quem ganha até 36 mil baht por ano, metas de preço de mercado para arroz e outros cultivos, cupons de fertilizante e sementes, empréstimos com carência para agricultores e medidas de habitação acessível e apoio a empregos com formação profissional.
- People’s Party, terceira encarnação do movimento reformista, é apontada como o mais popular entre jovens e urbanit@s; propostas centrais abrangem serviço militar voluntário, menos generais, garantia de crédito para pequenas empresas, combate a estruturas de capitais cinzentos, corredor logístico no sul, passagem única de transporte público, salário-base nacional ajustável, bônus de 1.000 baht para 12 milhões de pessoas, capacitação profissional, reforma tributária com aumento gradual do IVA, e estímulos como licença menstrual e folga anual por cuidado.
Bhumjaithai, Pheu Thai e People’s Party emergem como principais forças para a próxima eleição na Tailândia, após mudanças políticas recentes com cortes de alianças e novas composições no cenário parlamentar. O pleito acontece em meio a críticas a décadas de domínio de blocos rivais e a promessas de reformas institucionais.
A aliança do governo atual busca manter apoio de eleitores que valorizam segurança econômica, programas sociais e propostas de infraestrutura. Já os partidos da oposição se apresentam com reformas estruturais, maior transparência e incentivo a mudanças no modelo de poder. O contexto envolve disputas entre royalistas, empresários e movimentos progressistas.
Além disso, o eleitorado tailandês acompanha a pauta econômica, com propostas para estimular o crescimento, reduzir custos de vida e ampliar a renda de camadas populares. O desfecho pode redefinir a composição do governo e o equilíbrio entre potências regionais.
Bhumjaithai
Liderada pelo atual primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, a Bhumjaithai participou do governo anterior após desmantelar a coalizão liderada pelo Pheu Thai. O partido não disputou as eleições de 2019 e 2023, mas integra-se às coalizões através de alianças e desfiliações de outros blocos.
Entre as políticas anunciadas, destacam-se: continuidade de subsídio de copagamento em fases, com foco em itens alimentícios; plano “10-Plus” para crescer acima de 3% ao ano, com apoio a trabalhadores de baixa renda e idosos; construção de muros de fronteira para combater contrabando e trabalho informal.
Outras medidas incluem criação de postos de soldados voluntários com salários mensais, geração de 100 mil empregos por meio do programa “One Village, One Volunteer Nurse”, uso de permuta para grandes compras estatais, e um fundo de desastre nacional para apoiar seguros de copagamento para quase 30 milhões de domicílios.
Programas voltados a economia verde também aparecem, com iniciativas de energia comunitária, redução de tarifas de eletricidade doméstica e facilitação de acesso a empréstimos a baixos juros para micro e pequenas empresas.
Pheu Thai
Originário do movimento Shinawatra, o Pheu Thai manteve domínio político por décadas, apesar de enfrentar forte oposição de setores conservadores. A formação resultou de líderes ligados à família Shinawatra, com histórico de remoções por golpes ou decisões judiciais.
As propostas incluem o “milionário-maker”: prêmios diários a contribuintes, idosos, agricultores e compradores de bens; complemento de renda para quem ganha até 36 mil baht anuais; e metas de mercado para culturas como arroz, cassava, borracha e milho, assegurando lucro mínimo aos agricultores.
Outras ações envolvem subsídios a fertilizantes e sementes por família, suspensão de parcelas de empréstimos para agricultores de até 500 mil baht por três anos, e regularização de documentos de terras para milhões de rai. Há ainda fundos para startups, isenções fiscais de cinco anos e ampliação de serviços de saúde mental.
O programa também prevê criação de uma agência de garantia de crédito, formação de 20 milhões de trabalhadores qualificados e moradias acessíveis com parcelas baixas, além de tarifa única de 20 baht para trens urbanos e isenção de imposto de circulação para motocicletas de entregas.
People’s Party
O People’s Party surge como a terceira frente reformista após dissoluções judiciais de movimentos anteriores. Contando com apoio entre jovens e urbanos, o partido propõe reformas institucionais e políticas liberais para ampliar participação cívica e competitividade econômica.
Entre as ações, está a substituição do serviço militar por conscrição voluntária com contratos de 4 a 8 anos, redução do número de generais e melhoria de benefícios para praças; garantias governamentais de crédito para pequenas empresas e modernização de cadastros.
Outras propostas: fiscalização mais rigorosa de registros empresariais, combate a estruturas de номinação e capital cinza, aumento de penalidades e celeridade processual; criação de ligação portuária no sul e sistema de bilhete único de transporte público.
A agenda inclui teto salarial único com reajustes anuais, benefício financeiro de 1.000 baht para 12 milhões de pessoas, capacitação profissional vinculada ao mercado de trabalho e reformas fiscais com incentivos a inovação, além de estímulo a habitação com condições facilitadas para compradores de primeira viagem.
Encerramento
As propostas mantêm o foco em economia, educação e reformas institucionais, com ênfase em equilíbrio fiscal, menos burocracia e expansão de serviços públicos. O resultado dependerá de alianças políticas, mobilização e avaliação pública sobre impactos econômicos de curto e longo prazo.
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