- Laura Fernández, candidata do Partido do Povo Soberano, será a próxima presidente da Costa Rica, indicando continuidade ao mandato populista do presidente atual.
- Ela pretende avançar com reformas constitucionais e suspensão de liberdades civis para combater o crime, em meio à escalada da violência relacionada a drogas.
- Fernández atuou como assessora de planejamento e ministra de políticas públicas, tendo sido chefe de gabinete do atual presidente, Rodrigo Chaves.
- Um grupo próximo a Chaves, incluindo o próprio presidente, apoiou a candidatura da líder, segundo a deputada Pilar Cisneros.
- Entre as propostas está a criação de um estado de emergência em áreas de alta criminalidade e a conclusão de uma penitenciária de alta segurança inspirada no modelo de El Salvador.
Costa Rica escolhe Laura Fernández como próxima presidente, mantendo o impulso populista iniciado por seu antecessor. A candidata do Partido PPSD (PPSO) venceu a eleição geral com promessa de reformas constitucionais e medidas de combate à violência, inclusive suspensão de certas liberdades civis em áreas de alto crime.
Fernández, de 39 anos, construiu carreira como assessora e funcionária pública na Secretaria Nacional de Planejamento e Política Econômica, indicação do atual presidente Rodrigo Chaves, que a nomeou ministra em 2022. Ela chefiou o gabinete do presidente antes de lançar a candidatura.
Estrutura de poder e apoio
Lawmaker Pilar Cisneros, líder da base governista no Congresso, declarou que o grupo próximo a Chaves selecionou Fernández, destacando o conhecimento da região e a capacidade de lidar com dificuldades. A afirmação é parte das avaliações sobre a ligação entre Fernández e o governo.
A campanha de Fernández ressaltou o tom conservador e familiar, com forte presença de grupos evangélicos em apoio ao discurso de lei e ordem. Ela também expressou admiração pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e defendeu estados de emergência em áreas com alta criminalidade.
Propostas e mudanças previstas
Entre as propostas, está a construção de uma penitenciária de alta segurança, inspirada no modelo de El Salvador, e a implementação de medidas de emergência que podem restringir liberdades civis em zonas de maior violência. Tais itens são apresentados como instrumentos de combate à violência.
A oposição questionou a autonomia de Fernández, chamando-a de possível marionete de Chaves. Segundo críticos, a governança dependeria fortemente do aval do grupo próximo ao presidente.
Contexto histórico e cenário atual
Fernández celebrou a vitória em San José, ao lado de apoiadores, anunciando uma nova era política para o país. Ela afirmou que a Costa Rica entraria em uma nova era republicana, diferente do que chamou de segunda república inaugurada após 1948.
A ex-presidente Laura Chinchilla, segunda mulher a governar o país, mantém críticas à gestão atual e ao estilo de Fernández. Chinchilla tem reiterado sua oposição a atitudes consideradas autoritárias no continente.
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