- Em 6 de maio de 2010, Epstein perguntou a Mandelson sobre o resultado das eleições britânicas; ele respondeu que os dois cenários desejados eram “parlamento pendurado” ou “um jovem bem pendurado”.
- Novas mensagens mostram que Epstein esteve no centro da vida de Mandelson por anos, com uma relação intensa que misturava assuntos profissionais e pessoais.
- Mandelson teria repassado a Epstein um documento sensível do governo sobre planos fiscais e a venda de ativos, com o comentário de que o material tinha ido “ao primeiro-ministro”.
- Houve pagamentos de Epstein a Mandelson (três parcelas de $25.000 cada) em 2003 e 2004, além de transferências para seu parceiro em 2009 e 2010.
- O vínculo começou na relação com Robert Maxwell e Ghislaine Maxwell, foi fortalecida ao longo de 2000 e 2010, e envolveu Mandelson considerando futuras posições, como assento em conselhos.
O caso envolvendo Jeffrey Epstein e Peter Mandelson ganha novos detalhes após a divulgação de dezenas de mensagens privadas. Em 6 de maio de 2010, meses após Epstein ter sido preso por procuramento de prostituição de menor, o empresário questionou Mandelson sobre os resultados da eleição britânica. A resposta de Mandelson chegou pouco antes do fechamento das urnas, com uma mensagem sugestiva sobre “paralisação parlamentar”.
A relação entre ambos era marcada por contatos frequentes, que abrangeram desde questões pessoais até assuntos estratégicos de carreira. Entre 2009 e 2011, Mandelson recorreu a Epstein para tratar de temas que iam desde acesso a mensagens até orientações sobre finanças e negócios, revelando uma proximidade que extrapolava o âmbito profissional.
Em 2009 e 2010, surgiram registros de Mandelson transferindo informações sensíveis de Whitehall a Epstein, incluindo um documento com planos tributários do governo britânico, que Epstein teria encaminhado ao então primeiro-ministro. As mensagens indicam ainda repasses financeiros ligados ao político, tanto quando era MP quanto durante sua atuação no governo.
Revelações e desdobramentos
Keir Starmer anunciou, na mesma semana, que Mandelson deveria perder o título e o assento na Câmara dos Lordes e abriu apuração sobre conduta durante o tempo como ministro. O escândalo revitaliza questionamentos sobre a gravidade da influência de Epstein sobre Mandelson ao longo de anos.
A relação remonta ao início dos anos 2000, com Mandelson atuando como consultor para magnatas da mídia e mantendo vínculos próximos com Ghislaine Maxwell, associada a Epstein. As mensagens descrevem encontros e dilemas pessoais que naturearam uma ligação que atravessou diferentes fases da carreira do político.
Em agosto de 2011, Mandelson relatou encontros com figuras próximas a Epstein e, em 2012, Epstein consultou Mandelson de modo contínuo, sugerindo que a relação perdurou mesmo após mudanças políticas significativas. As informações divulgadas trazem uma visão ampliada sobre o impacto da rede de Epstein no cenário político britânico.
As revelações recentes do Departamento de Justiça dos EUA aumentam a pressão sobre Mandelson, que já enfrentava críticas sobre o uso de recursos públicos e a conduta com terceiros durante a carreira. O caso segue sob escrutínio e sem conclusão anunciada.
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