- O Departamento de Justiça publicou mais de 3 milhões de páginas sobre Epstein, encerrando a revisão conforme a lei, segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche.
- Democratas afirmam que houve um “cobertor total” e demandam a divulgação de milhões de páginas adicionais que dizem ainda estarem retidas deliberadamente.
- Críticos apontam que cerca de 3 milhões de documentos ainda não foram liberados e que muitas informações foram redactadas, apesar de detalhes novos sobre abuso terem vindo à tona.
- Entre os nomes que aparecem nos documentos já divulgados estão Donald Trump, Bill Clinton e o ex-príncipe Andrew, todos negando envolvimento ou conhecimento dos crimes de Epstein.
- O grupo de democratas e alguns republicanos, como o congressista Thomas Massie, pressionam pela transparência total, enquanto vítimas defendem a proteção de seus dados pessoais.
Mais de 3 milhões de páginas de documentos sobre Jeffrey Epstein foram divulgadas pelo Departamento de Justiça (DoJ) na sexta-feira, encerrando, segundo a agência, o cumprimento da lei que exige a transparência total do material investigado. A decisão vem após o governo declarar encerrada a apuração do financista.
O DoJ afirmou que analisou mais de seis milhões de itens, incluindo papéis, vídeos e imagens, para cumprir a legislação em vigor. Em entrevista a um programa americano, o vice-procurador-geral Todd Blanche disse que a revisão está concluída e que o material já foi disponibilizado conforme o esperado.
A declaração do DoJ provocou reação de parlamentares democratas e, em menor medida, de um republicano, que questionam o grau de liberação. A improvisação do governo, segundo críticos, dificulta a transparência pedida por vítimas e representantes.
Pressões democratas por mais divulgações
Os democratas citam a possibilidade de haver mais conteúdo não revelado, com 3 milhões de documentos liberados entre 6 milhões potenciais. O congressista Jamie Raskin pediu ver o material sem redações. Outros membros questionam o que ficou oculto.
Raskin reforçou que a divulgação parcial alimenta suspeitas de obstrução e lembrou uma lei federal que determina a entrega de todo o material relevante. O objetivo é assegurar transparência e responsabilidade.
Ro Khanna, coautor de uma proposta de transparência, disse que o DoJ publicou, no máximo, metade dos documentos. Ele destacou relatos de vítimas de Epstein que apontam falhas na proteção de informações de testemunhas.
Nomes mencionados e desdobramentos legais
Entre os nomes que aparecem nos documentos já divulgados estão Donald Trump, Bill Clinton e o príncipe Andrew. Todas as figuras já negaram envolvimento com os crimes de Epstein. O escândalo gerou críticas sobre a gestão do caso pela gestão Trump.
Críticos afirmam que a condução do tema pelo DoJ não atendeu ao prazo de 19 de dezembro para a divulgação integral. A batalha por total transparência continua nos corredores do Congresso e em ações judiciais movidas por advogados de vítimas.
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