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Decisão de Tarcísio de disputar a reeleição em SP abre disputa pela vice na base

Disputa pela vice de Tarcísio atrai PSD, PL e MDB; Ramuth é favorito, Kassab cobra espaço e aliados avaliam cenários até 2030

O governador Tarcísio e os pleiteantes à vaga de vice: Gilberto Kassab (PSD), André do Prado (PL), Felício Ramuth (PSD) e Ricardo Nunes (MDB). — Foto: Montagem/g1/Reprodução/GESP/Divulgação/Redes Sociais
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  • O governador Tarcísio de Freitas decidiu disputar a reeleição em São Paulo, abrindo disputa entre partidos da base pela vaga de vice na chapa.
  • O atual vice-governador, Felício Ramuth, do PSD, é visto como favorito para permanecer na função, devido à sua atuação e discrição.
  • PL, PSD e MDB intensificam mobilização para indicar o vice; nomes como André do Prado (PL) e Ricardo Nunes (MDB) já aparecem nos debates.
  • O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, sinaliza investir pesado para André do Prado; há ainda menções sobre Michele Bolsonaro para o Senado.
  • O prazo final para homologação das chapas é 15 de agosto, dato crucial que orienta as articulações para a composição da chapa de 2026.

O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, anunciou a tentativa de reeleição ao governo de São Paulo em outubro, abrindo disputa entre a base governista pela vaga de vice na chapa. O atual vice, Felício Ramuth, do PSD, tem ocupado o cargo em viagens internacionais do governador.

A movimentação já envolve plataformas de quatro siglas da base: PSD, PL, MDB e PP. Kassab, presidente do PSD, sinalizou interesse na vice, mas deve deixar o governo nos próximos dias para cuidar das articulações partidárias. A agenda do PSD inclui manter Ramuth na chapa, por acordo de governabilidade.

Para o PL, liderado por Valdemar da Costa Neto, o foco é em André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa, com apoio de uma bancada expressiva na Alesp. A articulação busca confirmar o nome do parlamentar na composição, alegando influência estratégica para a base.

O MDB também participa da disputa, discutindo a possibilidade de colocar o prefeito de São Paulo como vice, com a ideia de preparar candidatura estadual de 2030. A perspectiva é que o vice, caso eleito, possa pavimentar caminho para o governo no futuro.

Fortes movimentos internos

Fontes do governo apontam que Ramuth tende a manter a vice com o objetivo de reduzir desgastes entre os aliados. O PSD alegaria ter a maior capilaridade no estado, fruto de forte presença municipal, para justificar a continuidade da parceria.

Dentro do PL, a linha de ação envolve forte investimento na candidatura de Prado, com o argumento de que a bancada estadual é determinante para a governabilidade de Tarcísio. A vaga, porém, permanece em aberto até decisão final do governador.

Peleja pela montagem da chapa

Entre os entraves, a circulação de nomes de Michelle Bolsonaro, associada ao PL, para ocupar a vaga do Senado complica a escolha de vice na chapa. Embora o acordo tenha sido apresentado inicialmente para o Senado, a possibilidade de mudança é discutida entre aliados de Tarcísio e do próprio PL.

Na oposição, o PT também avalia um cenário distinto, com nomes como Fernando Haddad ou Simone Tebet mirando o governo de SP para fortalecer presença de Lula no estado. Haddad deve deixar a Fazenda, enquanto Tebet pode disputar o Senado.

O cenário aponta que a definição sobre a chapa e o vice depende de negociações diretas com o governador Tarcísio, com o prazo de homologação das candidaturas prevista para 15 de agosto. As mudanças indicam uma temporada de bastidores intensa até lá.

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