- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu a autonomia do Congresso e afirmou que paz não significa omissão.
- Em abertura do ano legislativo de 2026, ele disse que não abrirá mão das prerrogativas parlamentares.
- Alcolumbre enviou uma alfinetada ao governo Lula ao mencionar que não apoia o nome indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, que ainda não foi sabatinado.
- O senador destacou que o Congresso atuará com independência e que há necessidade de diálogo entre os Poderes em ano eleitoral.
- Ele afirmou que o Legislativo não se esquivará de enfrentar os temas políticos quando necessário, ressaltando o papel de equilíbrio entre as instituições.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, defendeu nesta segunda-feira, 2 de janeiro, a autonomia do Congresso Nacional durante a abertura do ano legislativo de 2026 em Brasília. O objetivo é manter a prerrogativa do Legislativo sem abrir mão de sua independência frente ao Executivo.
O discurso reforçou que a busca por harmonia entre os Poderes não representa omissão, mas defesa do Estado de Direito, das prerrogativas parlamentares e da autoridade do Congresso. O senador fez menção indireta a divergências com o governo.
Alcolumbre não citou diretamente o Executivo ao comentar as disputas recentes, destacando que cada Poder tem função específica e que o equilíbrio entre eles é essencial para a estabilidade do país. A defesa da independência institucional foi reiterada.
Diálogo e moderação em ano eleitoral
O senador ressaltou que 2026 é ano eleitoral e pediu diálogo e moderação no ambiente político. Ele enfatizou a necessidade de paz entre grupos com ideologias diferentes, entre instituições e entre os Poderes da República.
Apesar da defesa da cooperação, Alcolumbre sinalizou que o Legislativo não recuará diante de desafios políticos quando considerar necessário, afirmando que o Congresso sabe seu papel em momentos de tensão nacional.
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