- O presidente assinou, em março de 2025, uma ordem executiva para combater o que ele chama de ideologia anti-americana, mirando museus, parques nacionais e monumentos.
- Trump criticou o foco na escravidade e afirmou, em entrevista ao New York Times, que as proteções de direitos civis prejudicariam brancos; a NAACP e o Black Lives Matter criticam as declarações.
- O Interior informou que toda a sinalização interpretativa dos parques nacionais seria revisada para atender à nova orientação.
- O National Park Service removeu exibição sobre escravidão em um sítio histórico em Philadelphia; parques também teriam retirado outras placas relacionadas à escravização e aos povos nativos.
- O Smithsonian sofre pressão, com revisão interna em andamento; o Kennedy Center passou por mudanças na liderança e nomeação da direção, gerando saída de artistas.
Trump mira instituições históricas e culturais dos EUA para retirar o que classifica como ideologia antiamericana. A ação envolve museus, monumentos e parques nacionais, segundo apuração de Reuters em Washington, em 30 de janeiro de 2026.
A ordem executiva assinada em março de 2025, pouco após a retomada do governo, direcionou o Interior a restaurar parques, monumentos e memoriais que teriam sido removidos ou alterados para favorecer uma visão histórica considerada incorreta. A iniciativa também visou moldar espaços públicos e museus.
O governo afirma que houve revisões de comunicação e de conteúdo expositivo em várias instituições, incluindo avaliações de textos, sites, materiais educativos e conteúdos digitais. Organizações civis, porém, destacam preocupações sobre o apagamento de episódios dolorosos da história.
Medidas em museus e parques
A Interior informou revisão de toda a sinalização interpretativa dos parques nacionais, com o objetivo de alinhar a apresentação de temas históricos conforme a visão oficial. A equipe do Serviço Nacional de Parques informou que removimentos de materiais sobre escravidão foram realizados em alguns locais.
Fontes oficiais também confirmaram a reinstalação de uma estátua de um general confederado, vetada anteriormente por atos de vandalismo durante protestos de justiça racial. A gestão pública alega que as mudanças visam a preservar a integridade histórica.
Organizações de direitos civis criticam as mudanças, afirmando que retirar textos e objetos ligados à escravidão compromete o reconhecimento de etapas importantes da história. A NAACP classificou as ações como alerta de recuo de avanços sociais.
Smithsonian e centros culturais
O Smithsonian tem sido alvo de críticas públicas de Trump, que o reclamou em redes sociais por supor viés histórico. A instituição, integrada por museus e pelo National Zoo, recebe grande parte de seu orçamento do Congresso, ainda que tenha autonomia administrativa.
A Casa Branca iniciou uma revisão interna de museus do complexo Smithsonian para avaliar tom, enquadramento histórico e materiais educativos. A instituição afirmou que participaria de etapas de diálogo construtivo.
Kennedy Center e repercussões artísticas
O presidente também ocupou a presidência do conselho do Kennedy Center, com mudanças na diretoria e revisões de gestão. Em dezembro, o espaço rebatizou-se para Donald J. Trump e John F. Kennedy Memorial Center, conforme a direção interna.
Grupos artísticos e instituições culturais relataram retirada de apresentações ou mudanças de programação, citando a gestão associada ao espaço. Partidos de oposição ressaltam que a mudança de nome não tem força legal, já que pertence ao domínio do Congresso.
Outros órgãos e âmbito internacional
O governo anunciou, em abril, o fechamento de um museu de uma agência ambiental em seu prédio de Washington, como parte de cortes de custo. Em maio, o presidente criticou a diretora de um museu de retratos nacionais pela suposta parcialidade.
Internationalmente, o governo informou que se afastou de várias entidades globais. A medida envolve organizações culturais, inclusive agências ligadas a refugiados, sob avaliação quanto aos benefícios para os Estados Unidos.
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