- Organizações estudantis anunciam greve nacional nesta sexta-feira, com orientações de “sem trabalho, sem escola, sem compras” para protestar contra as ações de fiscalização do ICE.
- O objetivo é pressionar por responsabilização e mudanças na política de imigração, com a greve e boicotes econômicos como ferramentas.
- Os protestos, movidos por mortes de civis e ações do ICE em cidades como Minneapolis e Los Angeles, ocorrem após operações policiais que ganharam novo escrutínio.
- Academias, lojas e restaurantes devem fechar em várias cidades; estudantes de diversas instituições participam de marchas e ocupações administrativas.
- Apoio crescente de organizações estudantis, sindicatos e celebridades impulsiona a mobilização, que coincide com a expectativa de nova disputa orçamentária no governo.
Um chamamento nacional por uma paralisação ocorre nesta sexta-feira como forma de protesto contra as ações de fiscalização de imigrantes do governo. Organizações estudantis pedem não trabalhar, não ir às aulas e não fazer compras em resposta aos embates com o ICE.
A mobilização é liderada por grupos estudantis da Universidade de Minnesota, que democraticamente organizaram a paralisação local na semana passada. A algumas mil pessoas participaram de protests em Minnesota, em temperaturas negativas.
Os organizadores descrevem o movimento como parte de uma luta não violenta pelo fim das táticas de fiscalização agressivas do ICE, que ganharam nova atenção após mortes de civis e confrontos com agentes.
O que aconteceu e quem envolve
Segundo os organizadores, o objetivo é pressionar autoridades a adotar reformas, como exigência de mandados para prisões e restrições ao uso de máscaras por agentes. Grupos comunitários apoiam a mobilização, incluindo várias associações estudantis e sindicatos.
Apoio público vem de diversas frentes, incluindo famílias de vítimas e entidades estudantis de minorias. Celebridades também demonstraram adesão, ampliando o alcance da campanha sem adotar linguagem partidária.
Alcance e locais da paralisação
Movimentos em cidades como Filadélfia, Nova York, Boise e Columbus se organizam para marcar atos em prédios públicos. Comerciantes fecham estabelecimentos em várias regiões, refletindo a pressão econômica como forma de protesto.
Além disso, manifestações ocorrem em Milwaukee, Buffalo e Washington, com concentrações em parques, praças e frente a lojas de varejo. O movimento ocorre em meio a um possível fechamento parcial do governo devido a impasses sobre o funding do DHS.
Contexto e próximos passos
A convocação coincide com debates no Senado sobre financiamento do Departamento de Segurança Interna, responsável pelo ICE. Grupos organizadores reiteram que a ação pode se intensificar caso não haja avanços em reformas.
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