- O PL de Santa Catarina escolheu lançar Carlos Bolsonaro à suplência do Senado ao lado da deputada Carol de Toni, após resistências à indicação do filho do ex-presidente.
- Carlos confirmou a participação na chapa ao UOL, após visita a Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
- O vice-presidente do PL catarinense afirmou que a decisão reflete o pedido do ex-presidente e o alinhamento político com o bolsonarismo no estado.
- Carlos esteve duas vezes na sede do governo de Santa Catarina para alinhar movimentos, em meio a uma chapa inicialmente composta por Esperidião Amin e Carol de Toni.
- A crise interna levou o PL a manter três nomes na chapa majoritária, com Jorginho Mello buscando a reeleição ao governo ao lado de Adriano Silva (Novo); pesquisas mostraram aumento de vantagem para o governador.
O PL de Santa Catarina escolheu Carol de Toni para a majoritária do Senado e Carlos Bolsonaro como candidato ao lado da deputada. A decisão ocorreu após resistência interna à indicação do filho do ex-presidente, segundo apuração. Carlos confirmou ao UOL que participará da chapa após encontro com Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O vice-presidente do PL catarinense afirmou que a escolha partiu do partido. Bruno Mello destacou que a candidatura de Carlos atende a um pedido do ex-presidente e reforça o bolsonarismo no estado. A confirmação veio depois de visitas de Carlos à sede do governo catarinense.
Encomenda de Bolsonaro
Bruno contou que Bolsonaro pediu Carlos na chapa antes da prisão. O planejamento considerou o vínculo do filho com Santa Catarina e a fidelidade do eleitorado à pauta bolsonarista, segundo o dirigente.
Carlos esteve duas vezes na residência oficial do governo estadual. Ele discutiu com o governador Jorginho Mello, pai de Bruno, os movimentos políticos a adotar e o ritmo da campanha.
Crise interna e composição
Na época, já circulavam nomes como Esperidião Amin e Carol de Toni, destacada por presidir a Comissão de Constituição e Justiça na Câmara. A hipótese de manter apenas dois nomes foi relativizada pela direção.
As tensões se espalharam entre empresários e parlamentares de direita, que chegaram a defender a não importação de lideranças. A seção local do partido não encontrou resistência formal à solicitação de Bolsonaro, segundo Bruno.
Cenário político em SC
O PL manteve a leitura de que a musculatura bolsonarista pode render vitórias em SC com um trio de candidatos, ampliando as chances no pleito. Jorginho Mello busca a reeleição ao governo, com Adriano Silva (Novo) como vice.
Pesquisas do PL apontam maior probabilidade de vitória no primeiro turno para o governador. Foi apontado que o acordo com o Novo elevou o desempenho da chapa, ao trazer Adriano Silva, que tinha 9% de intenção de voto.
Perspectivas do cenário local
O acordo com o Novo visa estabilidade para a campanha, segundo o PL catarinense. A direção vê o trio de nomes como capaz de manter o eleitorado conservador unido em torno da agenda do bolsonarismo.
A decisão final foi interpretada como uma forma de manter o alinhamento político no estado, evitando perdas para candidaturas de outras siglas. O jornal relata que o foco está na campanha e no diálogo com apoiadores.
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