- A negligência médica no NHS continua a causar danos e mortes, com custos estimados em £3,6 bilhões por ano, segundo um relatório da comissão de contas públicas.
- A comissão critica o Departamento de Saúde e Social Care e o NHS England por não tomarem ações significativas, apesar de quatro relatórios da PAC desde 2002.
- O total de responsabilidade do governo por negligência clínica aumentou de forma real para £60 bilhões em 2024-25, conforme o documento.
- Em maternidade, a inação é destacada, com casos em Morecambe Bay, East Kent e Shrewsbury e Telford desde 2015, e uma nova investigação sobre parto em Nottingham em curso.
- O relatório recomenda maior transparência com pacientes, reconhecimento rápido de erros, melhoria do sistema de queixas e uma overhaul no atendimento à segurança do paciente para reduzir custos e danos.
A Comissão de Contas Públicas (PAC) acusou o Departamento de Saúde e Bem-Estar Social (DHSC) e o NHS England de não atuarem de forma eficaz para conter a negligência médica na Inglaterra. O relatório, divulgado na sexta-feira, aponta que os erros custam cerca de 3,6 bilhões de libras por ano.
Segundo o documento, as duas instituições falharam em tomar ações significativas, mesmo após quatro avisos da PAC, com começo em 2002. A comissão afirma que o problema persiste e que há estagnação inaceitável em áreas como o cuidado obstétrico.
O relatório estima que a responsabilidade do governo por negligência clínica aumentou de forma real desde 2006-07, atingindo um recorde de 60 bilhões de libras em 2024-25. A PAC afirma que o NHS não conseguiu enfrentar as causas subjacentes dos danos.
- Cadê o dinheiro? Os 3,6 bilhões em custos desviam recursos da atenção primária.
- Processos demoram: acusações envolvendo bebês com danos cerebrais podem levar até 12 anos para se resolver.
- Falhas na comunicação: pacientes relatam que hospitais não explicam o que deu errado.
A PAC destaca ainda que o NHS está sobrecarregado pela grande quantidade de recomendações recebidas de diferentes órgãos de supervisão e de inquéritos oficiais. O relatório recomenda maior transparência com pacientes e familiares, romperia com um sistema de queixas confuso e mais rapidez em reconhecer erros.
Autoridades do DHSC responderam que o governo herdou um NHS com falhas e que já implementou medidas para melhorar a segurança do paciente. Entre as ações citadas estão reformulações em regras de avaliação hospitalar, novas diretrizes de maternidade e a criação de uma força-tarefa para revisões clínicas rápidas.
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