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Ministério da Saúde fortalece protagonismo do SUS na Aliança pela APS nas Américas

Brasil apresenta avanços do SUS na Aliança para Atenção Primária às Américas, com foco em APS, saúde digital e força de trabalho

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  • Brasil participa da Segunda Reunião Regional da Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas, no Rio de Janeiro, entre 26 e 28 de janeiro, reunindo ministros, equipes técnicas, organismos internacionais e instituições financeiras.
  • O país reforça a centralidade da atenção primária do SUS como porta de entrada e organizadora do cuidado, destacando gestão, modelos de atendimento e equipes multiprofissionais.
  • O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, apresentou balanço das ações da Aliança e destacou a importância de consolidar a saúde como direito fundamental.
  • No painel sobre saúde digital, o Brasil mostrou a nova posição do SUS, com a criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) e uso estratégico de dados e tecnologia.
  • No eixo da força de trabalho, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde destacou o Programa Mais Médicos e políticas para provimento, fixação e valorização de profissionais no SUS.

O Ministério da Saúde participa da Segunda Reunião Regional da Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas, realizada no Rio de Janeiro entre 26 e 28 de janeiro. O encontro reúne autoridades de saúde, especialistas e representantes de organismos multilaterais para discutir estratégias de sistemas de saúde mais integrados e centrados nas pessoas. O Brasil foca em financiamento, saúde digital e força de trabalho no primeiro nível de atenção.

Nos debates, o Brasil apresenta experiências consolidadas do Sistema Único de Saude (SUS), enfatizando a atenção primária como porta de entrada e organizadora do cuidado, bem como a organização dos serviços e modelos de gestão. A secretária executiva Adriano Massuda apresentou o balanço inicial das ações da Aliança e participou de discussões sobre governança e financiamento.

Protagonismo do SUS na agenda regional

Ana Luiza Caldas, secretária de Atenção Primária, destacou que a reunião representa um momento decisivo para a região, ressaltando que sistemas de saúde mais equitativos dependem da atenção primária no centro das decisões e dos investimentos. Massuda reforçou que a Aliança é uma aposta estratégica pela garantia da saúde como direito fundamental.

No painel sobre Transformação Digital e APS, o Brasil mostrou a evolução da saúde digital no SUS, agora integrada à formulação de políticas públicas. A criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) foi apresentada como parte de uma estratégia de transformar dados em suporte ao cuidado e à gestão, com foco na jornada do usuário.

Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital, explicou que, desde 2022, a saúde digital deixou de ser área de apoio tecnológico para ocupar posição estruturante nas políticas públicas. A diretora Audrey Fischer detalhou o caminho do prontuário eletrônico, destacando soluções móveis que reduzem a fragmentação tecnológica e fortalecem a decisão clínica com informações confiáveis.

Força de trabalho e condições laborais

No eixo da força de trabalho, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde discutiu o Programa Mais Médicos, que expandiu o acesso e a qualificação profissional, inserindo o Brasil no debate internacional sobre condições de trabalho e migração de profissionais. Evellin Bezerra da Silva ressaltou a necessidade de provimento, fixação e valorização de trabalhadores da saúde para manter equipes estáveis e qualificadas.

A atuação brasileira na Aliança visa alinhar cooperação técnica, orientação política e investimentos estratégicos para fortificar a atenção primária na região. A reunião em solo carioca revisa avanços, troca experiências e define próximos passos da ação coletiva para fortalecer sistemas de saúde mais resilientes e centrados nas pessoas.

Os organizadores da Aliança são a Opas, em parceria com o Banco Mundial e o BID. O objetivo é acelerar a transformação dos sistemas de saúde na região por meio de cooperação e investimentos, com foco na atenção primária como fundamento do cuidado. A atividade em prática busca consolidar o aprendizado regional e impulsionar políticas públicas eficazes.

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