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Gleisi recebe entidades judaicas em meio a tensão por antisemitismo

Gleisi Hoffmann e Macaé Evaristo promovem encontro de escuta com entidades judaicas no Planalto para enfrentar o aumento do antissemitismo

Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais
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  • As ministras Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) vão receber acadêmicos e representantes de entidades judaicas no Palácio do Planalto.
  • O encontro de escuta está marcado para a quarta-feira, logo após o Dia da Memória das Vítimas do Holocausto.
  • Estão entre os convidados o Instituto Brasil Israel (IBI), o Museu Judaico de São Paulo, o Museu do Holocausto de Curitiba e a Casa do Povo; o presidente da Confederação Israelita do Brasil, Claudio Lottenberg, também deve estar presente.
  • A reunião ocorre em meio a tensões geradas por críticas brasileiras ao governo de Israel e ao antissemitismo, com o objetivo de ampliar o diálogo entre o governo e setores da comunidade judaica.
  • A correlação entre a postura do governo Lula e a relação com a comunidade judaica tem gerado debates sobre antissemitismo, com participação de figuras de direita que mantêm laços com segmentos do judaísmo.

Após críticas ao governo de Israel que geraram tensão entre setores da comunidade judaica, as ministras Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos) vão receber acadêmicos e representantes de entidades judaicas no Palácio do Planalto. O encontro é descrito como de escuta e acontecerá na próxima quarta-feira, logo após o Dia da Memória das Vítimas do Holocausto.

O evento reúne o Instituto Brasil Israel (IBI), representado pela presidente Ruth Goldberg, além do Museu Judaico de São Paulo, do Museu do Holocausto de Curitiba e da Casa do Povo. O presidente da Conib, Claudio Lottenberg, também deve participar. A ideia é promover diálogo sobre temas relevantes para a comunidade judaica.

Para Goldberg, a reunião pode ajudar a construir pontes e tratar de questões futuras, desde que não haja debate sobre Israel no momento. Ela afirma que o foco está no enfrentamento ao antissemitismo no Brasil, sem discutir outras pautas internacionais naquele espaço.

O encontro também terá falas de abertura do jurista Fernando Lottenberg, comissário da OEA para Monitoramento e Combate ao Antissemitismo, e da historiadora Lilia Schwarcz. A articulação é resultado de uma reaproximação incentivada pela equipe do Planalto ao longo de cerca de 18 meses.

Clara Ant, assessora da Presidência, foi apontada como principal articuladora desse processo de aproximação, que ocorreu de forma reservada em encontros com judeus alinhados ao governo. O objetivo é ampliar o diálogo entre o governo e a comunidade.

Contexto político. A tensão com Israel se intensificou após críticas de Lula ao governo Netanyahu, o que impactou as relações entre o Brasil e parte da comunidade judaica. Parte do espectro político brasileiro reforçou vínculos com setores da comunidade à direita.

Na prática, a agenda tem sido marcada por iniciativas para ampliar a interlocução com judeus que divergem de visões mais próximas a governos de direita. Na véspera, Macaé Evaristo realizou atividades em São Paulo para fortalecer esse diálogo com organizações judaicas.

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