- Proibição de anúncios de junk food na televisão antes das 21h e banir anunciantes online, em vigor segundo a Advertising Standards Authority (ASA).
- Produtos proibidos são os de alto teor de gordura, açúcar e sal, abrangendo 13 categorias.
- As regras entram em vigor hoje, mas a indústria segue voluntariamente desde outubro para adequar as peças publicitárias.
- Existem várias exceções e caveats; algumas linhas de produtos reformulados permanecem proibidas e anúncios de marcas podem ser veiculados sem mostrar o produto.
- Relatório recente da Food Foundation aponta aumento do gasto em mídia externa por empresas de fast food, com McDonald’s entre as maiores altas.
O governo do Reino Unido implementou oficialmente a proibição de publicidade de junk food na televisão antes das 21h e uma proibição total online. A regra alcança 13 categorias de produtos considerados ricos em gordura, açúcar e sal. A Publicidade foi ampliada para evitar anúncios que alcancem crianças, tanto na TV quanto em ambientes digitais.
O regulador ASA passa a fiscalizar o cumprimento das novas regras, que já estavam sendo adotadas voluntariamente pela indústria desde outubro. Mesmo com a entrada em vigor hoje, a indústria de publicidade tem se adaptado para excluir produtos que violam as regulamentações governamentais.
A iniciativa faz parte de uma ofensiva mais ampla contra a obesidade infantil, anunciada inicialmente em 2020 e prevista para vigorar desde 2023. Conduz entidades ambientalistas e de saúde que acompanham o desdobramento e o cumprimento das metas.
Mudanças e exceções
Sob as regras, itens frequentemente vistos como saudáveis também sofrem restrições, como determinados tipos de sanduíches, pretzéis e produtos geralmente encontrados no corredor de cereais matinais. Existem várias exceções e ressalvas, com alguns itens reformulados ainda banidos por contribuição à obesidade.
No ano passado, houve críticas após a decisão de permitir anúncios de marca de empresas de junk food, desde que não exibam produtos identificáveis. A Food Foundation aponta que essa prática pode enfraquecer o impacto da proibição e manter o foco apenas na publicidade de marcas.
Relatórios da própria organização indicaram que as empresas de alimento deslocaram parte do investimento para outros meios, com aumento de gastos em mídia externa perto de escolas e centros de lazer. Entre 2021 e 2024, esse gasto subiu 28%, com McDonald’s entre os que mais cresceram.
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