- Pesquisa revela que 70% das pessoas apoiam restrições mais rígidas em anúncios de jogos de azar e 27% dizem que as empresas não deveriam se promover de forma alguma.
- Há pressão de MPs e campanhas para que o governo adote limites neste ano, incluindo proibição de anúncios em redes de menores e redes sociais.
- O setor gera cerca de £12,5 bilhões por ano em publicidade, com volume de promoções aumentando desde a desregulamentação de 2005.
- Grupos de defesa destacam preocupação com crianças e jovens expostos a publicidade e pedem banimento de anúncios em redes sociais infantis e jogos digitais.
- O governo afirma não ter planos de legislar sobre restrições, mas diz que trabalha para proteger crianças e vulneráveis e combater publicidade de gambling ilegal.
Ministros britânicos enfrentam nova pressão para restringir anúncios de jogos de azar, após pesquisa que aponta amplo apoio público a medidas mais restritivas. O estudo, encomendado pela Campaign to End Gambling Advertising, mostra aumento do clamor por limites maiores e por proibição em plataformas de menor idade. O tema volta à tona em meio a debates sobre regulação do setor.
O levantamento, conduzido pela More in Common, revela que 70% dos entrevistados apoiam limites mais rígidos e 27% afirmam que as empresas não deveriam se promover de forma alguma. Grupos de campanha defendem ainda a proibição de anúncios em redes sociais voltadas a menores de idade. A divulgação ocorreu antes de discussões parlamentares previstas para este ano.
Contexto regulatório e posicionamentos
Historicamente, o Reino Unido desregulou o setor de jogos de azar em 2005, com medidas posteriores como código whistle-to-whistle (2019) e uma taxa de financiamento. Contudo, a propaganda de jogos de azar permaneceu relativamente estável, apesar dos ajustes anteriores.
Representantes do governo ressaltaram que não há planos imediatos de lei para restringir publicidade, mas reconhecem necessidade de proteção a crianças e vulneráveis. A indústria contesta a redução de gastos e sustenta que as regras já incluem diretrizes de publicidade responsável.
Reações e perspectivas
Beccy Cooper, deputada do Labour, critica as regras atuais, afirmando que não atendem mais ao contexto atual e que campanhas atingem televisão, redes sociais e influenciadores, expondo jovens. O Campaign to End Gambling Advertising indica preocupação com a exposição de crianças e pede medidas imediatas, como proibição total em conteúdos infantis.
A campanha salienta que o setor é alvo de maior desejo de regulação entre os respondentes, superando áreas como tecnologia, IA e finanças. Segundo a pesquisa, apenas 8% desejam crescimento da indústria, enquanto 47% querem redução. A maioria não vê necessidade de mais postos abertos em áreas locais.
A indústria, via Betting & Gaming Council, sustenta que publicidade já segue diretrizes estritas e que o gasto com propaganda caiu nos últimos anos. O grupo também afirma que não há evidência de relação causal entre publicidade e jogos problemáticos.
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