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Maioria rejeita perseguição e vê prisão de Bolsonaro como consequência de atos

Mais da metade acredita que a prisão de Bolsonaro resulta de seus atos, enquanto bolsonaristas destacam fuga e violação da tornozeleira como motivos principais

A tentativa de romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda antecipou a ida de Bolsonaro para Superintendência da Polícia Federal – Imagem: Sergio Lima/AFP
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  • Cinquenta e dois por cento dos brasileiros acreditam que a prisão de Jair Bolsonaro foi consequência de atos dele ou de familiares, segundo levantamento Genial/Quaest de dezembro com 2.004 pessoas.
  • Vinte e um por cento defendem uma suposta perseguição política liderada pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • Entre os que atribuem a responsabilidade ao ex-presidente, 32% dizem que ele foi preso por ter danificado a tornozeleira eletrônica; 16% citam risco de fuga; 4% apontam vigília perto do condomínio pela filho Flávio Bolsonaro.
  • Entre bolsonaristas, 52% concordam com a ideia de perseguição política; 18% dizem que Bolsonaro foi preso por violar a tornozeleira.
  • Sonda aponta que 51% consideram que ele merece ficar preso; 56% afirmam que ele ficou mais fraco após a prisão; estudo ocorreu entre 10 e 14 de dezembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Pouco mais da metade da população brasileira sustenta que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro decorreu principalmente de atos praticados por ele ou por familiares. A conclusão faz parte de uma pesquisa Genial/Quaest realizada em dezembro com 2.004 pessoas.

Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados consideram que a detenção é consequência direta das ações envolvendo Bolsonaro e sua família. Em contrapartida, 21% atribuem a prisão a uma suposta perseguição política liderada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

A pesquisa informa que Bolsonaro foi condenado pela Justiça em 2022 por cinco crimes, entre eles tentativa de golpe de Estado, e cumpre pena de 27 anos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A condenação foi proferida pela Primeira Turma do STF.

Motivos principais para a prisão

Entre os que veem o ex-presidente como responsável pelo próprio infortúnio, 32% apontam a violação da tornozeleira eletrônica que ele usava em prisão domiciliar como motivo determinante. Outros 16% citam risco de fuga ao exterior, e 4% associam a prisão a uma vigília organizada pelo filho Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio onde residia.

Percepções entre grupos políticos

A percepção de perseguição política aparece com maior força entre apoiadores de Bolsonaro, 52% dos quais compartilham essa visão. Mesmo nesse grupo, há divergência: 18% acreditam que a tornozeleira foi violada. Entre os eleitores do PT, o índice de quem vê perseguição sobe para 91%, enquanto apenas 4% dos bolsonaristas compartilham essa leitura.

A sondagem aponta ainda que 51% do total acredita que Bolsonaro merece permanecer preso, frente a 4% entre bolsonaristas. Ao ampliar a diferença, 56% avaliam que o ex-presidente ficou mais fraco após a prisão.

Metodologia e confiabilidade

Realizada entre 10 e 14 de dezembro, a pesquisa teve margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os questionários foram aplicados com participação de 2.004 pessoas, representando diferentes perfis e regiões do país.

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