- O homem acusado de colocar bombas caseiras em diante de sedes do Comitê Nacional Democrata e do Republicano, na noite anterior ao ataque de 6 de janeiro, vai a uma audiência de detenção federal na terça-feira, em Washington.
- Brian Cole Jr., de Woodbridge, Virgínia, foi preso no início deste mês e ainda não respondeu às acusações; os advogados defendem sua libertação antes do julgamento, com monitoramento por GPS em regime de prisão domiciliar.
- A defesa afirma que Cole tem autismo, transtorno obsessivo-compulsivo, não possui antecedentes criminais e não há evidência de que fugiria; dizem que não houve dano direto, já que as bombas não explodiram.
- Segundo memorando do Departamento de Justiça, Cole confessou os crimes após ser preso; a casa dele foi vasculhada e materiais para fabricar bombas foram encontrados, além de registros de cartão de crédito.
- Os promotores sustentam que ele deve permanecer detido, pois enfrenta acusações de transportar explosivos entre estados e usar esses explosivos para danificar propriedade, com pena de até vinte anos, caracterizando risco à comunidade.
Um homem de Virginia acusado de colocar bombas d’oleoduto improvisadas em frente aos escritórios do Comité Nacional Democrata e do Comitê Nacional Republicano, na noite anterior à insurreição de 6 de janeiro, deve participar de uma audiência de custódia federal nesta terça-feira, em Washington.
Brian Cole Jr., de Woodbridge, foi preso no início deste mês. Ele ainda não se declarou culpado. Os advogados de defesa defendem a liberação dele durante o julgamento, alegando que ele não representa perigo e pode cumprir prisão domiciliar com monitoramento por GPS, sob supervisão da avó.
A defesa sustenta que Cole está no espectro autista, foi diagnosticado com transtorno obsessivo-compulsivo e possui histórico criminal nulo. Argumentam ainda que não houve ferimentos reais provocado pelos supostos artefatos, já que as bombas não estouraram.
Segundo memorando do Department of Justice, Cole teria confessado os crimes após a prisão. A casa dele foi vasculhada e componentes de fabricação de explosivos foram encontrados. Relatórios indicam extratos de cartão de crédito que mostram compras relacionadas aos materiais.
Em depoimento gravado, Cole afirmou que esteve em Washington DC para protestar contra o resultado da eleição de 2020 no dia 5 de janeiro. Inicialmente negou a autoria, mas, segundo as informações, reconheceu o uso de bombas ao ser lembrado de que mentir aos agentes traz nova tipificação criminal.
Os documentos descrevem que o réu detalhou a construção, o transporte e o plantio das bombas improvisadas, segundo a autoridade policial. Ao ser questionado sobre motivação, Cole disse que tudo “deu errado” e que pretendia agir contra as partes envolvidas.
Mais adiante, o material descreve que a ideia de usar bombas veio de um interesse histórico pelo conflito na Irlanda do Norte. Cole negou que as ações fossem direcionadas ao Congresso, afirmando estar aliviado por não ter causado mortes.
Os procuradores argumentam que ele deve permanecer preso até o julgamento, citando a acusação de transporte de explosivos entre estados e uso malicioso para dano a propriedade, com pena potencial de até 20 anos. Alegam risco à comunidade caso seja liberado.
A prisão de Cole representa o maior avanço em um caso que intrigou autoridades e alimentou teorias conspiratórias durante anos de investigação sobre o autor das ações. A audiência de custódia está marcada para ocorrer em território federal.
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