- O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que a Europa precisa afirmar seus interesses com mais força em 2026 para garantir paz e prosperidade diante da agressão russa, do protecionismo global e de mudanças nas relações com os EUA.
- Merz destacou que a guerra na Europa representa uma ameaça direta à liberdade e à segurança continentais e que a Russia alega ataques diários contra a região, incluindo sabotagem, espionagem e ataques cibernéticos.
- A fala ocorreu em tom de avaliação de que a Europa deve agir sozinha, com confiança, para defendê‑la diante de pressões externas e da dependência de matérias primas importadas.
- O discurso também aborda tensões comerciais com os Estados Unidos, marcadas pelo retorno de Donald Trump à presidência e por políticas tarifárias que impactam a economia alemã, já fragilizada por reformas internas insuficientes.
- Merz conclui que 2026 pode ser decisivo para a Alemanha e para a Europa, sugerindo um reagrupamento de força para restabelecer paz, liberdade e prosperidade.
Europeia deve afirmar seus interesses para garantir paz e prosperidade em 2026, diante de ameaça russa, protecionismo global e mudanças nas relações com os EUA, disse o chanceler alemão Friedrich Merz em seu discurso anual.
Desde maio, Merz tem conduzido esforços europeus para apoiar a Ucrânia e aumentar gastos de defesa. Berlim tem ampliado investimentos desde 2023 para sinalizar disposição de assumir mais responsabilidade na segurança regional.
Durante o pronunciamento de Ano Novo, Merz afirmou que a guerra ao lado das fronteiras europeias representa ameaça direta à liberdade e à segurança continentais. Ele citou episódios de sabotagem, espionagem e ataques cibernéticos ocorrendo com frequência.
O chanceler também apontou dependência de matérias-primas importadas como vulnerabilidade política, em meio ao protecionismo e à volatilidade das cadeias globais de suprimentos. A economia alemã enfrenta reformas internas limitadas e crescimento abaixo do esperado.
Além disso, Merz mencionou a relação com os Estados Unidos, em meio a tensões comerciais com a gestão de Donald Trump. Para ele, a Europa precisa defender seus interesses de forma mais autônoma, com confiança, abrindo caminho para 2026 ser decisivo para Alemanha e para a região.
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