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Ativista recusa MBE por responsabilizar injustamente pessoas com deficiência

Líder da Glasgow Disability Alliance recusou MBE, afirmando que o governo fomenta ódio, desumanização e culpabilização de pessoas com deficiência

Tressa Burke was recommended by the prime minister for the honour for her services to people with disabilities.
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  • Tressa Burke, CEO da Glasgow Disability Alliance, recusou o MBE, alegando que o governo do Reino Unido está “alimentando ódio, culpa e scapegoating” de pessoas com deficiência.
  • A indicação partiu do primeiro-ministro e foi comunicada no dia do orçamento britânico, que promoveu medidas como avaliações mais rigorosas para o pagamento de assistência e cortes a benefícios.
  • Burke afirma que aceitar a honraria seria desrespeitoso diante das políticas que, segundo ela, desvalorizam pessoas com deficiência e ampliam desigualdades.
  • Ela ressalta que o foco não é desmerecer colegas do setor voluntário que aceitaram honras, mas sim o contexto político e midítico atual.
  • Burke aponta que a Escócia tem desempenho melhor que o Reino Unido, e diz que a atuação da GDA segue monitorando a implementação do novo plano de igualdade para pessoas com deficiência e as promessas eleitorais antes das eleições de maio.

Tressa Burke, CEO da Glasgow Disability Alliance, recusou uma MBE indicada pelo primeiro-ministro no conjunto de Honours de Ano Novo. A decisão foi tomada após análise das consequências políticas para pessoas com deficiência. A recusa foi compartilhada com o gabinete do governo.

Burke afirma que o governo atual está alimentando ódio, culpa e difamação contra pessoas com deficiência. Segundo ela, políticas recentes elevam a desvalorização dessa população e ampliam desigualdades. A carta de recusa foi lida com o custo de medidas no orçamento.

O contexto ocorreu na em que o orçamento foi divulgado, com cortes e ajustes a receber de benefícios e apoios. Burke enfatiza que a honraria não desaprova colegas que aceitaram, mas não a título pessoal.

Ela já lidera a associação há quase 20 anos, contribuindo para fortalecer a voz dos deficientes em Glasgow. A organização atua apoiando indivíduos e reduzindo isolamento social, além de influenciar políticas públicas.

Burke complementa que a ênfase individual não condiz com o trabalho da GDA. Ela destaca o valor da mobilização comunitária, da rede entre membros e do poder coletivo na defesa de direitos.

A líder ressalta que a GDA acompanhará de perto a implementação do novo plano de igualdade para deficiência na Escócia e as promessas de manifesto até as eleições de Holyrood, em maio.

Ela encerra destacando orgulho pelo esforço coletivo da GDA, composto por conselho, funcionários e membros, que promovem mudanças nos níveis individual e comunitário.

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