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Candidatura do PP em SP pode ampliar palanque ideológico de Flávio Bolsonaro

PP avalia lançar candidatura em São Paulo, visto como aceno a Flávio Bolsonaro e palanque ideológico; aliados de Tarcísio recebem o movimento com ceticismo

Governador Tarcísio de Freitas entrega primeiro trecho do Rodoanel Norte. — Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
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  • O Progressistas de São Paulo avalia lançar um candidato ao governo em 2026, em busca de palanque ideológico para Flávio Bolsonaro e de pressão por cargos e emendas.
  • Aliados de Tarcísio de Freitas veem o movimento com ceticismo e dizem que o anúncio pode enfrentar resistência dentro da federação com o União Brasil.
  • Governo estadual ficou surpreso com a possibilidade de o PP disputar majoritário, enquanto prefeitos e deputados cobravam uma candidatura própria.
  • Entre nomes cotados, estão Filipe Sabará (aliado de Flávio) e Ricardo Salles; Rodrigo Garcia também é citado, mas pode não disputar contra Tarcísio ou Nunes.
  • O PP não integra o alto escalão do governo atual; Derrite deixou a gestão e Arthur Lima se desfilou da sigla em 2024; há avaliação interna de qual caminho é melhor, com apoio a Garcia já ocorrido em 2022.

O Progressistas (PP) avalia lançar um candidato ao governo de São Paulo em 2026. A informação foi confirmada por dirigentes do partido neste fim de semana. O anúncio é visto como possível aceno ao pré-candidato Flávio Bolsonaro e ao eventual vice.

Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) receberam com ceticismo a sinalização do PP. A leitura é de que o movimento pode pressionar por cargos, emendas e uma aliança mais ideológica com Flávio Bolsonaro, gerando resistência dentro da federação com o União Brasil.

Segundo interlocutores, o governo estadual ficou surpreso com a declaração. A avaliação é de que o descontentamento de prefeitos e deputados da sigla com a gestão de Tarcísio alimenta a discussão sobre candidatura própria.

Entre as razões, destacam-se distâncias entre dirigentes do PP e integrantes do governo estadual. A percepção é de que a sigla busca fortalecer um palanque mais alinhado a Flávio Bolsonaro, em um cenário de expectativa de apoio presidencial.

O PP afirmou ao blog que o debate sobre o nome para a disputa existe, mas depende de viabilidade em pesquisas. O objetivo é ampliar a bancada federal no estado, que hoje tem quatro deputados, com ao menos dois a mais.

Nomes citados pelos dirigentes incluem Filipe Sabará, ex-secretário de Desenvolvimento Social de SP, aliado de Flávio Bolsonaro, e o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP). Salles disse que agradece a menção, mas manterá a candidatura ao Senado.

Também aparece a possibilidade do ex-governador Rodrigo Garcia, que pode topar cargo majoritário, desde que não concorra contra Tarcísio ou o MDB. A ideia é viável apenas se houver convergência com a estratégia do partido.

Hoje, o PP não integra o escalão do governo de Tarcísio. O ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite deixou o governo em novembro, e Arthur Lima, atual chefe da Casa Civil, desfilou-se da sigla em 2024.

O PP integrou a coligação de Garcia no primeiro turno de 2022 e, depois, apoiou Tarcísio. Embora Flávio Bolsonaro demonstre interesse em compor a chapa presidencial, há dúvidas sobre o peso real de seu eventual apoio ao filho.

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