- Documentos recém-publicados mostram Peter Mandelson alertando Tony Blair para não permitir que apoiadores de Gordon Brown sabotassem a campanha do Labour em dois mil e cinco.
- Mandelson disse que as tensões entre Blair e Brown, presentes desde o outono de dois mil e quatro, precisavam ser gerenciadas com cuidado durante a campanha.
- Ele recomendou manter AC (Alastair Campbell) invisível e trabalhar para vencer o apoio da imprensa de esquerda, evitando antagonizá-la.
- Também ressaltou a necessidade de conquistar a chamada “imprensa de esquerda” sem abrir espaço para desentendimentos internos, mantendo o jogo de forças sob controle.
- Brown queria herdar uma maioria significativa no Reino Unido ao assumir o poder, enquanto Blair buscava manter crédito próprio; as divergências acabaram sendo superadas durante a campanha, mas reapareceram depois.
Peter Mandelson avisou a Tony Blair para evitar que aliados de Gordon Brown sabotassem a campanha do Labour em 2005, segundo documentos governamentais recém-divulgados. A informação consta de arquivos liberados ao National Archives, em Kew, oeste de Londres.
Conflito entre Blair e Brown
As tensões entre Blair e o então chanceler Brown se intensificaram no outono de 2004, quando Brown buscava herdar a liderança. Brown e seus apoiadores entendiam que o premiê havia prometido sair antes do final do segundo mandato para facilitar a passagem de poder.
Estratégias para a campanha
Mandelson defendia gerenciar o embate com cuidado durante a campanha, incluindo evitar que o tema de sucessão dominasse a narrativa. Na avaliação dele, seria crucial manter o apoio da imprensa de esquerda e manter AC discreto, para não causar rupturas internas.
Mano a mão com a imprensa
O ex-ministro também enfatizou a necessidade de conquistar a imprensa de esquerda, desgastada após a participação do Reino Unido na invasão do Iraque em 2003. Campbell, então chefe de comunicações de No 10, deveria permanecer atrás das cortinas, segundo o parecer.
Encaminhamentos e desdobramentos
O objetivo era permitir que Brown herdasse uma maioria confortável no Parlamento sem que Blair receasse o crédito pela vitória. Embora o desgaste tenha se feito sentir, Blair e Brown chegaram a conciliar a tempo de campanhas conjuntas, antes de novas tensões surgirem após a eleição de 2005.
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