- Silvinei Vasques chegou a Brasília e deve passar por audiência de custódia; o ex-diretor da PRF pediu transferência da Papuda, e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ainda não decidiu.
- Vasques deixou Foz do Iguaçu por volta das 10h20 e desembarcou na sede da Polícia Federal em Brasília; ele ficará preso em regime a definir após a custódia.
- O advogado dele informou que o Complexo Penitenciário da Papuda não seria seguro para ele, movendo pedido formal de transferência.
- O ex-diretor foi preso no Paraguai sob a acusação de tentativa de fuga com documentos falsificados; o destino era El Salvador.
- Vasques já havia sido condenado a 24 anos e seis meses pelo STF por envolvimento na trama golpista; a pena ainda depende de embargos da defesa.
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, chegou nesta segunda-feira a Brasília após ser preso no Paraguai por tentativa de fuga com documentos falsificados. Ele passa por audiência de custódia na Polícia Federal e pode ser transferido para a Papuda, em Brasília.
Vasques desembarcou em Foz do Iguaçu pela manhã e seguiu de avião para a capital federal, onde ficará sob custódia. A defesa pediu traslado para o Complexo Penitenciário da Papuda, alegando questões de segurança, e o ministro Alexandre de Moraes ainda não decidiu sobre o assunto.
O ex-diretor já havia sido condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão, no contexto da trama golpista associada ao núcleo 2 do esquema. A pena é fim de cumprimento, mas prazos de embargos ainda não foram concluídos.
A prisão ocorreu após alerta da Polícia Federal sobre a falta de sinal de GPS na tornozeleira eletrônica na madrugada de Natal. Vasques não foi localizado em seu endereço, o que levou Moraes a decretar a prisão preventiva.
Paraguai deteve Vasques no aeroporto de Assunção, segundo a Polícia Nacional do Paraguai. Ele tentava embarcar com passaporte e documentos falsos com destino a El Salvador, conforme informações oficiais. O ex-diretor teria saído de Santa Catarina e seguido para a capital paraguaia.
Vasques já cumpre medidas cautelares, incluindo tornozeleira, desde agosto de 2023, sob decisão de Moraes. A Justiça não autorizou, até o momento, a liberação total, mantendo restrições de uso de arma de fogo e saída do país.
Ele é o terceiro condenado na operação golpista a tentar fugir. Jair Bolsonaro foi preso em novembro por tentativa de romper a tornozeleira; Alexandre Ramagem está considerado foragido após viajar aos EUA sem tornozeleira.
O inquérito aponta que Vasques autorizou blitzes para dificultar o deslocamento de eleitores no segundo turno de 2022. A defesa sustenta que ele foi alvo de desinformação e de uma tempestade midiática, conforme relatório de seu advogado.
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