- Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico neste sábado para realizar o bloqueio do nervo frênico, buscando aliviar as crises de soluço.
- A intervenção acontece dois dias depois da cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no hospital DF Star, em Brasília.
- A decisão ocorreu após a equipe médica ter adiado o bloqueio por ser um procedimento mais invasivo, diante da persistência dos soluços.
- A alta depende da evolução clínica e a internação pode ser estendida além do tempo inicialmente previsto entre cinco e sete dias.
- A internação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes; boletim anterior apontou ajustes de medicações e piora da hérnia possivelmente relacionada aos soluços.
Jair Bolsonaro voltou a ficar sob supervisão médica neste sábado (27) após passar por um novo procedimento no DF Star, em Brasília. O objetivo é tratar crises de soluço que o ex-presidente enfrentava há meses e que, segundo militares, persistiam mesmo com ajustes de medicação. A internação ocorreu dois dias após a cirurgia de hérnia inguinal bilateral realizada na quinta-feira (25).
A operação mais recente foi o bloqueio do nervo frênico, técnica considerada invasiva pelos médicos. A equipe havia avaliado a medida anteriormente, mas decidiu adiá-la por questões de complexidade. Com a continuidade dos soluços, a intervenção foi realizada para tentar controlar o quadro.
Bolsonaro permaneceu internado após a cirurgia para correção da hérnia, anunciada como concluída sem intercorrências. O procedimento anterior durou cerca de três horas e meia. A internação prevista inicialmente era de cinco a sete dias, mas pode se estender conforme evolução clínica.
A decisão de realizar o bloqueio do nervo frênico foi apoiada por avaliação técnica do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal. O laudo afirmou que a cirurgia era indicada e deveria ocorrer o quanto antes, para evitar agravamentos na condição do paciente.
A autorização para a internação e o novo procedimento veio do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que coordena o acompanhamento judicial do caso. Moraes também decidiu pela manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente, rejeitando pedido da defesa por cumprir o regime em casa.
Bolsonaro está sob monitoramento no DF Star desde quarta-feira (24). A equipe médica acompanha sinais vitais, resposta ao tratamento e possíveis efeitos colaterais da intervenção. A alta dependerá da evolução clínica e da recuperação pós-operatória.
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