- A Polícia Federal pediu prisão preventiva de Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, citando indícios que podem atrapalhar o cumprimento da condenação de 27 anos e três meses por liderar organização criminosa com finalidade antidemocrática.
- Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar com tornozeleira, teve a tornozeleira violada por volta de 0h08 deste sábado, considerada uma tentativa de fuga.
- O ministro Moraes determinou atendimento médico 24 horas por dia, autorização prévia do STF para visitas (exceto advogados e equipe médica) e cancelou as autorizações de visitas na AP 2668.
- A prisão preventiva envolve também outra investigação que acusa Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo; embargos podem ser apresentados até segunda-feira, com possível trânsito em julgado na próxima semana.
- A vigília convocada em frente à residência do ex-presidente foi mencionada como contexto da ação policial e judicial.
Na manhã deste sábado, 22, a Polícia Federal pediu prisão preventiva para Jair Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. O ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses por chefiar uma organização criminosa com fins antidemocráticos, já cumpria prisão domiciliar com tornozeleira. A PF aponta risco de obstrução da execução da pena e de fuga.
A PF também relatou violação na tornozeleira por volta das 0h08, entendida como tentativa de fuga. Além disso, havia vigília organizada em frente à residência do ex-presidente. A decisão envolve ainda medidas de cumprimento de pena e de monitoramento, sob supervisão do STF.
Medidas impostas pelo STF
Moraes determinou atendimento médico 24h por dia, autorização prévia para visitas, exceto advogados e equipe médica, e cancelou visitas concedidas na apuração relacionada à AP 2668. Embargos podem ser apresentados até segunda-feira, com possível trânsito em julgado na próxima semana.
A prisão preventiva não altera, no momento, prazos para recursos na avaliação da tentativa de golpe. A apuração está ligada a outra linha de investigação que envolve o deputado Eduardo Bolsonaro. Especialistas afirmam que a confirmação de fuga pode influenciar a análise sobre a prisão domiciliar.
Fonte(s): decisão do STF e comunicados da Polícia Federal.
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