- O presidente Donald Trump ataca a imprensa e questiona fatos, gerando preocupação de organizações de direitos humanos.
- Em reunião com o príncipe Mohammed bin Salman, Trump chamou a repórter Mary Bruce de “terrível repórter” e disse que a ABC poderia ter a licença de transmissão ameaçada.
- Trump sugeriu que democratas deveriam ser executados por declarações públicas que incentivaram tropas a cumprir o juramento à Constituição e recusar ordens ilegais.
- Ele afirmou que bin Salman “não sabia de nada” sobre o assassinato de Jamal Khashoggi, contrariando avaliação de inteligência desclassificada que apontou o príncipe como responsável.
- Reações de entidades de imprensa e políticos destacaram o risco para a liberdade de expressão; o White House ainda não comentou oficialmente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve esta semana um novo ciclo de ataques à imprensa e de desrespeito à verdade, conforme relatos de organizações de defesa da liberdade de imprensa. No centro das atenções esteve uma entrevista com a jornalista Mary Bruce, da ABC, e o tema envolveu perguntas sobre o jornalista Jamal Khashoggi.
Durante a coletiva na Casa Branca, Trump chamou Bruce de repórter terrível e insinuou que a imprensa não deveria questionar o líder saudita Mohammed bin Salman. O episódio ocorreu em meio a críticas sobre a atual relação entre EUA e a monarquia, principalmente após uma avaliação de inteligência desclassificada que aponta que bin Salman aprovou o assassinato de Khashoggi em 2018.
Trump manteve posição de defesa ao líder saudita, contrariando as conclusões de serviços de inteligência. Em suas falas, o presidente também minimizou o assassinato de Khashoggi, classificando o jornalista como controverso e sugerindo que nem todos o apoiavam. A postura gerou repúdio de organizações de imprensa internacionais.
Em outro momento da semana, Trump reagiu a um vídeo em que democratas incentivavam membros das Forças Armadas e de inteligência a desobedecer ordens ilegais, chegando a classificar o conteúdo como seditious e ameaçar punição. Em publicações posteriores, ele também repostou mensagens que pediam a execução de democratas, o que provocou críticas no Congresso.
Na manhã de sexta, a reação de líderes republicanos oscilou entre defesa à postura do presidente e críticas pontuais. O porta-voz de Trump não respondeu a pedidos de comentário. As reações públicas destacaram o risco de normalização de ataques a jornalistas e de desrespeito a fatos verificáveis.
Defensoras da liberdade de imprensa destacaram que ataques de alto nível a jornalistas criam ambiente de intimidação e podem colocar profissionais em situação de maior exposição. Entidades de avaliação de políticas públicas insistem na necessidade de separar crítica política de ataques à imprensa e à liberdade de expressão.
Especialistas lembram que a história recente mostra padrões de comportamento que dificultam a apuração de fatos. A cobertura destaca a complexidade das relações entre EUA e Saudi, além de sublinhar a importância de proteger a integridade jornalística mesmo em períodos de turbulência política.
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