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Prisão rápida vira argumento de suposta perseguição a Bolsonaro, dizem aliados

Prisão preventiva de Jair Bolsonaro é decretada por Moraes por risco de fuga; sessão da Primeira Turma ocorre dia 24 para avaliar decisão

Aliados de Bolsonaro questionam a pressa de Moraes em decretar a prisão de Bolsonaro e as alegações apontadas. (Foto: André Borges/EFE)
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  • Prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi decretada na madrugada de 22 por Alexandre de Moraes, do STF, com base em risco de fuga e uso da tornozeleira eletrônica.
  • Moraes indicou possível violação da tornozeleira às 0h08, horas antes da vigília organizada por apoiadores, como justificativa para a medidas extremas.
  • Sessão extraordinária da Primeira Turma foi marcada para 24 para analisar a decisão; audiência de custódia está prevista para 23.
  • Defesa contesta os fundamentos, questionando garantias constitucionais e a compatibilidade da decisão com o devido processo legal.
  • Reações políticas devem se intensificar, com aliados defendendo o ex-presidente e opositores apontando impactos à democracia; Bolsonaro permanece sob custódia da Polícia Federal.

A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi decretada na madrugada de 22 pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O motivo alegado é o risco de fuga, associado à vigília de apoiadores e ao monitoramento por tornozeleira eletrônica. A decisão cita uma tentativa de violar a tornozeleira por volta de 0h08, minutos após a convocação de manifestações.

Juristas e aliados classificaram o ato como uso de revanchismo político pela Corte, enquanto advogados defendem que não houve violação efetiva do equipamento nem movimentação suspeita na residência. A defesa afirma que a narrativa desrespeita garantias constitucionais e a presunção de inocência.

Ato posterior, Moraes convocou sessão extraordinária da Primeira Turma para 24, de forma a analisar a decisão. A audiência de custódia está marcada para 23. Bolsonaro permanece sob custódia na Superintendência da Polícia Federal em Brasília; a defesa cita fragilidade do estado de saúde e exige respeito à liberdade religiosa e ao direito de reunião.

Reações e próximos passos

Aoki aliados prometem atuação parlamentar e críticas ao STF nos próximos dias, diante do que chamam de ataque à ordem democrática. A oposição sustenta que a medida reforça a necessidade de debate sobre garantias constitucionais e limites do uso de medidas cautelares.

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