- A prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na madrugada deste sábado.
- A decisão cita uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio do ex-presidente, com o ato marcado para dezenove horas no Jardim Botânico.
- Moraes afirmou que houve possível tentativa de violação da tornozeleira eletrônica às 0h08 deste sábado, associada a uma possível fuga.
- Foi mencionada a hipótese de Bolsonaro buscar refúgio na embaixada dos Estados Unidos, a cerca de treze quilômetros do condomínio, com tempo estimado de quinze minutos de carro.
- A audiência de custódia está marcada para domingo ao meio-dia; o STF convocou sessão virtual extraordinária para segunda-feira, 24, para referendar a prisão.
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, foi decretada na madrugada deste sábado (22). A decisão aponta risco de fuga e aponta vigilância em frente ao condomínio onde Bolsonaro reside como fator relevante. A medida não está ligada ao cumprimento de pena por tentativa de golpe.
Segundo Moraes, a vigilância foi convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas redes sociais. O evento estava marcado para este sábado, às 19h, no balão do Jardim Botânico. A Polícia Federal identificou potencial para atrapalhar o cumprimento de eventuais medidas judiciais ou facilitar a fuga.
Moraes também informou uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, por volta de 0h08 deste sábado, apontando intenção de contornar o monitoramento. O ministro sugeriu que Bolsonaro buscaria refúgio na embaixada dos Estados Unidos, a cerca de 13 quilômetros do condomínio, em trajeto de aproximadamente 15 minutos de carro.
A autoridade determinou que Bolsonaro permaneça detido em cela especial na sede da Polícia Federal. A audiência de custódia está agendada para domingo (23) ao meio-dia. A defesa poderá acompanhar a perícia médica; visitas de advogados devem ocorrer conforme autorização.
Desdobramentos
Nesta segunda-feira, Moraes convocou a Primeira Turma do STF para sessão virtual extraordinária, para referendar a prisão. Com Luiz Fux ausente, a composição fica com Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Moraes, que costumam acompanhar decisões contra Bolsonaro.
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