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Moraes cria tese de violação à tornozeleira para embasar prisão

Moraes ajusta prisão de Bolsonaro ao incluir violação da tornozeleira após falha do equipamento, para reduzir tensões

Tornozeleira de Bolsonaro apresentou falha, mas foi trocada ainda na madrugada. Moraes apontou que houve “violação gravíssima” (Foto: EFE/Andre Borges)
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  • Moraes alterou a ordem de prisão preventiva de Jair Bolsonaro, expedida na madrugada de sábado, com base em três fundamentos, apoiados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
  • O primeiro fundamento é o risco de fuga devido à vigília de orações promovida pelo senador Flávio Bolsonaro perto da residência do ex-presidente.
  • O segundo é o impedimento de eventual detenção caso a multidão ocupasse o local.
  • O terceiro é a alegação de violação da tornozeleira eletrônica, usada para justificar a suposta tentativa de fuga.
  • Na madrugada de sábado, a tornozeleira falhou às 0h08 e foi trocada por agentes da Polícia Federal, o que levou Moraes a registrar a violação como evidência adicional.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, revisou a decisão de prisão preventiva de Jair Bolsonaro. A mudança ocorreu na madrugada de sábado, em meio a tensões geradas pela detenção do ex-presidente, cuja prisão havia sido solicitada pela PF com apoio da PGR. Moraes justificou a medida com base em três fundamentos: risco de fuga pela vigília de orações perto da residência, possível impedimento pela multidão e suposta violação da tornozeleira eletrônica.

A PF já havia encaminhado o pedido na sexta-feira (21) e a PGR manifestou-se favoravelmente. A nova linha da decisão acrescentou o elemento da violação do monitor, afirmando que a informação indicaria intenção de romper o equipamento para facilitar fuga, ainda que a relação temporal com a vigília tenha sido questionada por especialistas e aliados de Bolsonaro.

Segundo apuração, a tornozeleira sofreu falha às 0h08 de sábado e foi trocada por agentes da PF que estavam no entorno da casa. Aliados de Bolsonaro contestaram a narrativa, destacando que a vigília começaria apenas na noite de sábado, quase 20 horas após o suposto rompimento. A mudança da ordem buscou reduzir tensões associadas à prisão.

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