- Moraes alterou a ordem de prisão preventiva de Jair Bolsonaro, expedida na madrugada de sábado, com base em três fundamentos, apoiados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
- O primeiro fundamento é o risco de fuga devido à vigília de orações promovida pelo senador Flávio Bolsonaro perto da residência do ex-presidente.
- O segundo é o impedimento de eventual detenção caso a multidão ocupasse o local.
- O terceiro é a alegação de violação da tornozeleira eletrônica, usada para justificar a suposta tentativa de fuga.
- Na madrugada de sábado, a tornozeleira falhou às 0h08 e foi trocada por agentes da Polícia Federal, o que levou Moraes a registrar a violação como evidência adicional.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, revisou a decisão de prisão preventiva de Jair Bolsonaro. A mudança ocorreu na madrugada de sábado, em meio a tensões geradas pela detenção do ex-presidente, cuja prisão havia sido solicitada pela PF com apoio da PGR. Moraes justificou a medida com base em três fundamentos: risco de fuga pela vigília de orações perto da residência, possível impedimento pela multidão e suposta violação da tornozeleira eletrônica.
A PF já havia encaminhado o pedido na sexta-feira (21) e a PGR manifestou-se favoravelmente. A nova linha da decisão acrescentou o elemento da violação do monitor, afirmando que a informação indicaria intenção de romper o equipamento para facilitar fuga, ainda que a relação temporal com a vigília tenha sido questionada por especialistas e aliados de Bolsonaro.
Segundo apuração, a tornozeleira sofreu falha às 0h08 de sábado e foi trocada por agentes da PF que estavam no entorno da casa. Aliados de Bolsonaro contestaram a narrativa, destacando que a vigília começaria apenas na noite de sábado, quase 20 horas após o suposto rompimento. A mudança da ordem buscou reduzir tensões associadas à prisão.
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