- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro se manifeste em 24 horas sobre a violação da tornozeleira eletrônica.
- Após a manifestação dos advogados, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se pronunciará no mesmo prazo.
- A decisão acontece após a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) ter enviado ao STF um relatório e um vídeo que comprovam avaria no equipamento e a admissão de Bolsonaro sobre o ocorrido.
- Bolsonaro disse ter usado ferro de solda para abrir o dispositivo; o relatório aponta sinais de avaria e marcas de queimadura ao redor do encaixe do case.
- Moraes decidiu retirar o sigilo do relatório e do vídeo para esclarecer informações consideradas errôneas sobre a violação.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou neste sábado que a defesa de Jair Bolsonaro se manifeste em 24 horas sobre a violação da tornozeleira eletrônica. Em seguida, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá se manifestar no mesmo prazo. A decisão ocorre após a Seape-DF enviar ao tribunal um relatório e um vídeo que comprovam avaria no equipamento.
Segundo o documento, Bolsonaro admitiu ter usado ferro de solda para tentar abrir o dispositivo, por curiosidade. O relatório cita sinais claros de avaria e marcas de queimadura ao redor do encaixe do case da tornozeleira, reforçando a versão apresentada pelo ex-presidente.
A determinação de Moraes incluiu a retirada do sigilo do relatório e do vídeo, com o objetivo de esclarecer informações consideradas errôneas sobre a violação. A PGR também foi acionada para se posicionar oficialmente dentro do mesmo prazo definido pelo ministro.
O caso envolve investigações anteriores sobre o uso da tornozeleira por Bolsonaro e hoje volta a ganhar repercussão com a divulgação de evidências técnicas. O desfecho depende das manifestações das partes e da análise do STF sobre os próximos passos.
Avaria e evidência técnica
Relatório da Seape-DF e o vídeo obtido apontam para falha no equipamento e indicam ações humanas para abrir o dispositivo. As informações devem subsidiar eventual esclarecimento de versões conflitantes sobre o ocorrido.
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