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Defesa de Bolsonaro critica prisão por organização de vigília

Prisão preventiva de Bolsonaro é executada; audiência de custódia marcada para domingo, defesa contesta constitucionalidade e alerta para risco à saúde

(Foto: André Borges/EFE)
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  • Prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi efetivada na manhã de 22/11, com condução à delegacia e uso de tornozeleira eletrônica; risco de fuga foi citado pela avaliação do ministro Alexandre de Moraes.
  • A Polícia Federal cumpriu o mandado e Bolsonaro foi levado à Superintendência da PF em Brasília, onde houve exame de corpo de delito por volta de 7h20.
  • Moraes marcou audiência de custódia para 23 de novembro ao meio-dia; por ora, o ex-presidente pode receber apenas visitas de advogados e da equipe médica.
  • A defesa classifica a prisão como inconstitucional, alegando direito de reunião e liberdade religiosa e mencionando possível risco à saúde do paciente.
  • A nota da defesa destaca que Bolsonaro foi preso na residência, sob vigilância policial, e que deverá recorrer da decisão.

Jair Bolsonaro teve prisão preventiva efetivada na manhã deste sábado (22/11), após determinação do STF. O ex-presidente foi conduzido à delegacia com o uso de tornozeleira eletrônica e monitoramento policial. A audiência de custódia está marcada para domingo (23/11), ao meio-dia, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A Polícia Federal informou que cumpriu o mandado em Brasília e que a vigilância do entorno foi mantida durante o deslocamento. Uma cela especial foi preparada na sede da PF para o caso, e o ex-chefe de Estado passou por exame de corpo de delito por volta das 7h20. Moraes fixou a audiência de custódia para o horário citado.

A defesa de Bolsonaro ressalta que a prisão se baseia em uma vigília de orações, o que, segundo seus advogados, não configura risco real de fuga. Os advogados sustentam que a Constituição de 1988 garante o direito de reunião e liberdade religiosa, e contestam a necessidade da pena cautelar.

A defesa promete recorrer da decisão, argumentando ainda que a prisão pode colocar a saúde de Bolsonaro em risco, em virtude do estado delicado de saúde do ex-presidente. A Procuradoria não foi alvo de comentário adicional no momento da reportagem.

Até o momento, Bolsonaro permanece custodiado pela PF, com autorização apenas para receber visitas de advogados e da equipe médica. Novos desdobramentos devem ocorrer após a audiência de custódia, prevista para 12h de amanhã.

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