- O ex-presidente Jair Bolsonaro usou um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica, conforme relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Distrito Federal apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhado de vídeo em que ele admite a avaria.
- A tornozeleira apresentava queimaduras ao redor do encaixe do case, e foi substituída por outro equipamento.
- O episódio ocorreu no final da tarde de sexta-feira; às 00h07 de sábado houve alerta de violação pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME).
- Pela manhã, Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal.
- O ministro do STF, Alexandre de Moraes, retirou o sigilo do relatório e do vídeo e abriu prazo de 24 horas para defesa se manifestar sobre a tentativa de violação.
O ex-presidente Jair Bolsonaro estava usando uma tornozeleira eletrônica quando houve uma avaria comunicada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap). Um vídeo encaminhado ao STF mostra Bolsonaro reconhecendo a avaria e mencionando que a tentativa de abrir o equipamento ocorreu no final da tarde de sexta-feira, 21 de junho.
Às 0h07 de sábado, 22 de junho, o sistema do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME) emitiu um alerta de violação da tornozeleira. Pela manhã, a Polícia Federal efetuou a prisão do ex-presidente. O ministro Alexandre de Moraes do STF tornou público o relatório e o vídeo da Seap, dando prazo de 24 horas para defesa se manifestar sobre a tentativa de violar o monitoramento.
O equipamento apresentava sinais evidentes de avaria: marcas de queimadura ao redor do encaixe do case, indicando dano na circunferência. Bolsonaro informou ter utilizado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira. Diante da avaria, o equipamento foi substituído por outro monitorado.
Conteúdo do material encaminhado pela Seap ao STF também descreve o momento em que o monitorado foi questionado sobre o instrumento empregado. O relatório aponta que houve tentativa de violação, e que, em seguida, a tornozeleira foi trocada por um novo equipamento.
Segundo apuração, a operação contou com atuação da Polícia Federal, com inzet correspondente ao cumprimento de medidas relativas ao monitoramento eletrônico. O STF destacou a necessidade de acompanhamento das informações pelos órgãos competentes, com resposta da defesa no prazo estipulado.
O Caso permanece em avaliação pelas autoridades, que continuam acompanhando os desdobramentos administrativos e legais. A íntegra do relatório e do vídeo foi disponibilizada pelo STF para fins de transparência no processo de monitoramento de réus com tornozeleira.
Fontes: Seap e STF, com encaminhamento de material à imprensa. A contextualização reforça o escrutínio sobre o funcionamento do monitoramento eletrônico e as providências cabíveis em casos de avaria.
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