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Bolsonaro é o 4º presidente preso em 7 anos.

Bolsonaro é preso preventivamente pelo STF por garantia da ordem pública e possível fuga, após vigília de apoiadores e suspeita de violação da tornozeleira

Bolsonaro é o 4º presidente preso em 7 anos; somam-se à lista Lula, preso em 2018, Temer, em 2019, e Collor de Mello, em abril. (Foto: EFE/EPA/ANTONIO COTRIM - EFE/Sebastião Moreira - EFE/Cadu Gomes - EFE/EPA/CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH)
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  • Bolsonaro foi preso preventivamente neste sábado (22) por determinação do STF, sob a alegação de garantia da ordem pública e possível fuga.
  • A prisão ocorreu após vigília convocada por apoiadores e suspeita de violação da tornozeleira eletrônica.
  • Ele já estava em prisão domiciliar desde agosto, acusado de coação no curso do processo, obstrução de investigação e violência contra o Estado Democrático de Direito.
  • O ex-presidente é o único entre ex-mandatários a ter condenação não relacionada à Lava Jato; Lula, Temer e Collor já passaram por prisões anteriores.
  • A decisão envolve a manutenção da condenação anterior, com pena de 27 anos e 3 meses, segundo referência da dosimetria apurada pelo STF.

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22) por determinação do STF. A decisão aponta garantia da ordem pública e risco de fuga, após vigília convocada por apoiadores e suspeita de violação de tornozeleira. Moraes citou possível tentativa de evasão para a embaixada dos EUA.

Antes, Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar desde agosto, sob acusações de coação no curso do processo, obstrução de investigação criminal e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. As medidas restrictivas incluem recolhimento domiciliar, uso de tornozeleira e proibição de contato com autoridades estrangeiras.

Este caso insere Bolsonaro no quinto decreto de prisão de um ex-presidente nos últimos anos, sem relação direta com corrupção associada à Lava Jato. Entre os ex-mandatários já detidos estão Lula, Temer e Collor, conforme os desdobramentos anteriores da operação e de investigações relacionadas a contratos da Petrobras e ao setor energético.

Contexto dos casos anteriores

Lula foi condenado em duas instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo o triplex no Guarujá e obras de OAS e Odebrecht. A condenação foi anulada pelo STF em 2021, que entendeu não haver relação com o escândalo da Petrobras, impedindo a condenação sob a Lei da Ficha Limpa. Ele disputou a eleição de 2022.

Michel Temer foi preso preventivamente em 2019, ligado a indícios de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo a usina Angra 3. A prisão foi convertida em liberdade após habeas corpus, com avaliação de que os indícios eram de fatos antigos. O caso incluiu suposta propina e tentativa de atrapalhar investigações.

Fernando Collor foi condenado pela suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relacionada a contratos da BR Distribuidora e UTC Engenharia. A pena foi de 8 anos e 10 meses, com cumprimento parcialmente neste ano após decisões do STF e de tribunais.

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