- Apoiadores de Jair Bolsonaro protestaram em frente à Superintendência da Polícia Federal em Brasília neste sábado (22).
- Bolsonaro teve prisão preventiva decretada monocraticamente pelo ministro Alexandre de Moraes, por risco de fuga, após vigilância de apoiadores e alerta de possível rompimento da tornozeleira.
- Moraes indicou que o ex-presidente poderia tentar refugiar-se na Embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de treze quilômetros do condomínio onde mora.
- A decisão será analisada pela 1ª Turma do STF na segunda-feira; Bolsonaro permanece em cela especial na PF até lá.
- A defesa afirma que recorrerá, contestando a constitucionalidade da medida, enquanto opositores comemoraram, sem incidentes.
Jair Bolsonaro foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, sob o argumento de risco de fuga após vigilância de apoiadores e alerta de possível rompimento da tornozeleira eletrônica. A intenção seria refugiar-se na Embaixada dos EUA, a cerca de 13 km do condomínio onde reside, em Brasília.
A prisão preventiva foi decretada monocraticamente por Moraes ainda na madrugada. O Ministério Público e a defesa ainda não apresentaram recursos formais no momento da prisão, e a decisão será apresentada à 1ª Turma do STF, na sessão marcada para segunda-feira.
Na manhã deste sábado, apoiadores do ex-presidente protestaram em frente à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, com bandeiras e vestimentas verde e amarelo. Ocorreram acompanhamentos de imagens, sem registro de confrontos com opositores, que também estavam no local.
A defesa de Bolsonaro informou que recorrerá da decisão e alegou inconstitucionalidade. Em nota, os advogados argumentam que o direito de reunião e a liberdade religiosa devem ser considerados, e mencionam risco à integridade física do ex-presidente pela condição de saúde.
Bolsonaro segue custodiado em cela especial na sede da Polícia Federal em Brasília, conforme determinação judicial. A análise da 1ª Turma do STF, prevista para segunda-feira, poderá confirmar ou ajustar a prisão preventiva.
O caso envolve ainda a hipótese de que o ex-presidente possa ter tentado buscar abrigo na embaixada norte-americana, cenário que motivou a intervenção da Justiça e o manejo de dispositivos de monitoramento. A decisão final sobre o destino de Bolsonaro caberá aos ministros da Corte.
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