- Moraes decretou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro na madrugada de sábado, citando possível fuga facilitada por vigília em frente ao condomínio onde ele mora.
- O ministro afirmou que o Centro de Monitoração informou, às 0h08 da madrugada, uma suposta violação da tornozeleira, cerca de 19 horas antes da vigília marcada para as 19h.
- Aliados questionam a cronologia, defendendo que não houve plano de fuga conforme apresentado e apontando contradições entre o horário da suposta violação e o planejamento da ação.
- A defesa afirmou que a tornozeleira estaria funcionando e destacou que Bolsonaro jantou com familiares na noite anterior, sem ocorrências envolvendo filhos na residência.
- A defesa enviou nota reiterando o direito de reunião e a vigília de orações como garantia constitucional, além de mencionar a delicadeza de saúde de Bolsonaro e que há recurso cabível.
Jair Bolsonaro teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na madrugada deste sábado, sob a justificativa de possível fuga facilitada por uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside. A autoridade apontou como evidência a suposta violação da tornozeleira eletrônica às 0h08 de hoje, tempo que, segundo Moraes, indicaria tentativa de escapar com a confusão promovida pela manifestação convocada pelo filho do ex-presidente. A decisão também mencionou o monitoramento policial como fator de controle.
Pelo menos duas linhas de defesa contestam a linha temporal apresentada: aliados de Bolsonaro ajudam a sustentar que a suposta violação ocorreu muito antes da vigília prevista para iniciar às 19h, o que, segundo eles, fragiliza o argumento de planejamento de fuga. A defesa afirma que Bolsonaro jantou, recebeu familiares, utilizou tratamento médico recomendado e permaneceu sob vigilância, sem indícios de ruptura do equipamento.
A mobilização de apoiadores inclui declarações públicas que sustentam funcionamento da tornozeleira, ainda que haja alegações de violação. O advogado Fábio Wajngarten questiona como o equipamento poderia estar rompido e funcionando nove horas depois. Já Enio Viterbo aponta contradição entre o horário reportado da violação e o horário da vigília, destacando que o plano de fuga descrito não condiz com a situação da casa e do condomínio.
Controvérsia sobre cronologia
A defesa formalizou nota Jefferson à Gazeta do Povo, ressaltando que a vigília de orações configura direito constitucional de reunião e que a prisão se apoiou em argumentos relativos à suposta fuga. A nota também enfatiza que Bolsonaro está com saúde delicada e que a prisão em casa, com tornozeleira, ocorreu sob vigilância policial. A defesa afirma que vai recorrer das medidas.
O caso envolve a Justiça, a defesa de Bolsonaro, o Ministério Público e apoiadores, com desdobramentos ainda incertos. A cronologia apresentada por Moraes é contestada pela defesa, que sustenta a necessidade de salvaguardar a vida do ex-presidente, além de destacar direito a reuniões religiosas. As informações são baseadas em documentos oficiais e declarações públicas até o momento.
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