- O ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, após indicar possível violação da tornozeleira eletrônica.
- A informação sobre a suposta violação foi enviada ao STF às 0h08 deste sábado pelo Centro de Monitoramento Eletrônico do Distrito Federal.
- Aliados de Bolsonaro compararam o caso com o episódio de Fernando Collor de Mello, que teve a tornozeleira desligada por mais de 30 horas, após prisão domiciliar humanitária.
- Moraes rejeitou o pedido de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, bem como demais solicitações de visitas e de deslocamento para tratamento médico, feitas na véspera.
- A defesa de Bolsonaro alega doenças graves e cita precedentes do STF para sustentar a manutenção da prisão domiciliar, citando sequelas da facada de 2018; Moro destacou diferenças de tratamento entre Bolsonaro e Collor.
A decisão de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta manhã. Moraes citou possível violação da tornozeleira eletrônica, detalhando que o alerta foi recebido pelo STF às 0h08. A defesa sustenta que a saúde de Bolsonaro é grave e que há precedentes no STF para a prisão domiciliar humanitária.
Carlos Bolsonaro, aliado de Bolsonaro, comentou o caso rememorando episódio de Collor, que desligou a tornozeleira por mais de 30 horas em 2010. Moro, ex-juiz e hoje senador, destacou diferenças entre os casos e contestou tratamentos distintos entre Bolsonaro e Collor.
Controvérsia sobre prisão domiciliar
A defesa de Bolsonaro solicitou prisão domiciliar humanitária e autorização de deslocamento médico. O pedido foi rejeitado por Moraes, horas após a decretação da prisão preventiva. A defesa cita várias doenças graves e referências do STF para sustentar a medida.
Dentre os argumentos apresentados, a defesa aponta problemas cardíacos, pulmonares, gastrointestinais, neurológicos e oncológicos. Os advogados afirmam que sequelas da facada de 2018 justificam a continuidade do regime domiciliar.
Desdobramentos jurídicos
Também foram rejeitados, pelo ministro, pedidos de visitas de governadores e de deputados que haviam protocolado manifestações de apoio. O caso segue sob avaliação do STF, com a imprensa monitorando a evolução dos desdobramentos legais.
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